17 de mar. de 2009

Matchbox - Você lembra?



















Eu ainda me lembro que um dia fui criança. Tive todos esses carrinhos em minhas mãos. Duas coisas me deixam bem: ter tido a oportunidade e ter dado a oportunidade. Toda a minha coleção foi doada, afinal, vendo hoje essas fotos, corroboro o que diz que nada tira da gente as lembranças... são elas que ficam. As coisas passam. As pessoas passam.  Tudo passa. As lembranças e o sentimento, esses ficam em nós. Indeléveis...


Bamboo


Na semana passada, tive o prazer de encontrar com o Veiga, que me presenteou com os riscos em uma peça de bambú.

Apresento o resultado:





Além dessa peça, tembém criei outra, uma espiral, circundando a peça inteira:





De volta da rua... (ou meu segundo post fotográfico)










15 de mar. de 2009

Bibliotecas pelo mundo...







Já que a insônia é brava e a criatividade é filha do ócio, resolvi elencar aqui as imagens que mais gosto de bibliotecas mundo afora. Ao menos uma imagem é de nosso Brasil varonil.

14 de mar. de 2009

Tragédias e Comédias...


A vida é assim. E como pretenso contador de histórias, logo percebi que toda boa história tem muito desses dois lados da mesma moeda: a existência. Mas ela só é interessante quando acontece alguma coisa. Assisti à chamada de um documentário sobre o atentado em Madrid (lá se vão 5 anos) e percebi que as testemunhas, sempre engoliam em seco e conseguiam prender tua atenção. Isso se deve ao trauma, claro, mas quero que perceba, no final da chamada lembro vagamente algo como "eles têm história para contar". Ora, só porque estavam lá! No olho do furacão, na tragédia!

Leio gibis (histórias em quadrinhos, HQ, banda desenhada), desde que me conheço por gente. Interessante que notei alguns paralelos hoje, em que temos personagens de gibis nos cinemas hollywoodanos, com as séries importadas de televisão.

Nos gibis, principalmente os de super-heróis, era comum você chegar na última pagina e a história ficar no meio, sem fim, sem pé nem cabeça, com letras dizendo "CONTINUA DAQUI 15 DIAS" e as editoras publicavam a revista 40, 50 dias depois. Isso foi praxe durante toda minha infância, durante a década de 80 os leitores de gibis eram considerados a escória da humanidade. Esse ranço ainda permanece, mais aos poucos as máscaras vão caindo. O paralelo que me refiro é às séries televisivas, as americanas, como Sopranos, Prison Break, Lost, entre outras. No meio da história, PÁ! Tela preta, EXECUTIVE PRODUCER e até semana que vem, bobão. Assim que sinto quando um autor faz isso com um leitor. Quantas histórias da Marvel levei décadas para ler completas... Foi mais fácil reunir e assistir à todos os episódios do Dragon Ball que ler os gibis todos do Batman, Homem Aranha, Super Homem, etc...

No final, toda informação gira sempre em torno do mesmo eixo - o ser humano. E não importa o tipo de suporte, seja ele analógico ou digital, o que importa é a idéia que está contida no texto. Ou não, o infeliz foi tão massacrado na academia que não consegue fazer algo novo, apenas entende o que já foi feito e traça um novo panorama, apenas relacionando autores, nada acrescentando ao assunto. É triste, mas acontece. Numa sociedade monetarizada, nenhuma relação pode ser saudável. 

É raro, mas existem iniciativas contra a ignorância, "imperatriz" da realidade. Uma delas, tive o prazer de frequentar por um bom tempo, foi a Gibiteca Henfil, enquanto essa ainda era na Biblioteca Viriato Corrêa, na Vl Mariana. Atenção pessoal, vi no diHITT comentários de pessoas que nunca ouviram falar de bibliotecas... Das duas uma: ou não procuraram direito ou não cobraram o suficiente. É triste conhecer uma área tão importante e tão subestimada. Se as pessoas tivessem noção do que são Bibliotecas de verdade... Se as pessoas soubessem sobre o Manifesto da Unesco... Se... Se... Se o mundo fosse melhor...

Mas voltando à gibiteca, foi lá onde pude ler quase tudo o que foi possível sobre todos os autores que me interessavam. Como colecionador responsável, doei vários exemplares para a gibiteca, que me forneceu acesso a um material maravilhoso. Antes que eu esqueça, a gibiteca continua na ativa, mas hoje ela está lá no Centro Cultural Vergueiro, outro antro que frequentei durante a juventude. Como a vida são ciclos, os quadrinhos deram um tempo e minha vida mudou radicalmente, fui embora de São Paulo, morei um tempo em Londrina no Paraná... (Lá pude frequentar duas bibliotecas - a Biblioteca Central da UEL, onde fui aluno e a Biblioteca Pública Municipal, com um conteúdo mais escolar, mas muito interessante... É como já disse e repito, todo município brasileiro têm que ter biblioteca, se a lei não existe, demoramos para exigir. Um dos idealizadores da Petrobrás já dizia, "Um país se constrói com homens e livros")

Um dia, "tropecei" num livro muito interessante sobre quadrinhos. (já falei sobre ele aqui no blog - o link está no fim do artigo). Isso me deu uma idéia muito interessante... Se existe um ditado que funciona bem na internet é o "quem procura, acha". Tem de tudo. Do mais inumano ao mais clichê. Mas têm. E um dia descobri os "scans" de gibis.

Aquele dia, meu sol brilhou! Duas paixões, finalmente juntas! Sim, existe toda uma discussão quanto à ética de disponibilizar scans de gibis, por motivos de direito autoral, etc... Sobre isso, não sei por que as pessoas se preocupam tanto. Tudo o que realmente gosto, tenho o material, preferência original ou cópia feita por mim. Desde a época das fitas cassetes, só gravava de disco, nunca de rádio. Saudoso vinil. Saudoso K-7. To ficando velho... Quanto aos gibis, não tem sensação melhor do que tê-los em mãos, folheá-los, sentir-lhes o cheiro, a textura, notar as nuances de cores... Tudo isso se vaporiza na tela do computador. Como dizem em Portugal, o ecrã é o culpado. Ler no computador é uma experiência terrível. Pelo menos para mim, que gosto de sentir um livro entre as mãos... Esse ritual faz falta.

Lá se foi o prazer de manipular a mídia para poder ter acesso. Afinal, o que é mais importante? O acesso à informação ou a posse do suporte da informação? Vou até mais fundo, será que a questão antes de tudo isso não seria uma maneira universal de comunicação humana? Independente de idiomas... A comunicação não ocorre só atarvés do idioma. Um olhar comunica mais que mil e quinhentas palavras. A escrita é só um meio artificial de registrar uma idéia, codificada de acordo com o código que você aprendeu. Adoro Semiologia.

Bom, tudo isso para agradecer de coração ao Rapadura Açucarada, um dos primeiros blogs de scans que conheci, do grande Eudes... Atravé de lá, recuperei muita coisa boa. E agora vou apresentar ao meu público o que sempre me fez a cabeça. Histórias selecionadas à dedo, sinopses bem elaboradas e o arquivo para download. Você está pronto para o maravilhoso mundo da arte sequencial?


 

Atualizações


Como é bom mudar! Que o diga a borboleta!

Atualizei o site, mudei tudo, refiz todo o design. Depois que o Rodrigo Piva do Curiosando postou algumas texturas, sinceramente, eu pirei. Fiz uma coleção de texturas respeitável, aí comecei brincar. O resultado, podes ver em http://atelie.atspace.com

Sou suspeito. Alguns amigos me disseram sobre sua preferência pelo design antigo. Isso me soou estranho... Afinal, acredito estar sempre evoluindo... Tirem suas próprias conclusões, resolvi deixar a versão antiga disponível, este é o link para quem quiser ver e opinar: 

Para comemorar os primeiros 1000 acessos únicos no site de pirografia em 2009, os mais de 200 downloads no catálogo de desenhos e os 31 assinantes do feed, apresento uma reformulação total no material produzido. Lembre-se de indicar o site para seus amigos. É uma ajuda valiosa. E agradeço muito sua visita e seu apoio!

O blog, para quem conheceu o anterior, percebe que mudou radicalmente. Mas para minhas intenções, a versão atual está muito melhor. Quanto à frequência de escrever aqui, minha dúvida é sobre o que escrever. Escrever sobre o que passa na televisão, não dá, a televisão não tem nível. Se for para assistir tv, fico no Discovery Channel / National Geographic. Fora isso... Escrever sobre ciências... É legal e tal, mas não é meu foco, ciências são meu hobby... Quero escrever sobre as coisas que amo. Estou me  programando para atualizar o blog três vezes por semana, alguma coisa do tipo na segunda-feira escrever sobre as peças produzidas no fim-de-semana, na quarta-feira escrever sobre gibis e na sexta-feira soltar uma citação inteligente. Esse é o esquema que estou planejando. Hoje, sábado, foi o dia de arrumar a casa.

É engraçado, o site novo me dá frio na barriga. Vou adorar saber a sua opinião, afinal, eu não o criei só para me agradar!

Para finalizar, apresento um vídeo de pirografia de uma alemã, a Julia Surba, produzindo um tambor. Além da arte ser maravilhosa, reparem na cara de feliz da Julia e na música!

Divirtam-se!