31 de mar de 2009

A milenar arte do Bonsai - Fotos, Textos e Sites sobre...

Fico até constrangido em dizer, mas quem me apresentou a cultura do Bonsai foi o Sr. Miyagi, do Karatê Kid. Assisti ao filme no cinema, portanto... Fiquei encantado com os bonsais. Miniaturizar uma árvore! Reproduzir um exemplar adulto em miniatura! 



Depois de adulto, com a ajuda da internet, pude me aprofundar na arte do bonsai. Nada como um pouco de teoria aliada à pratica. Pena que o tempo das árvores seja tão diferente do nosso. Por quê? Durante três anos tive dois pré-bonsai, uma muda de sibipiruna, colhida na natureza e um Flamboyant cuja semente eu brotei. Sim, acredito que o melhor bonsai seja aquele que venha de uma semente. Mas aí já é gosto pessoal. 

Caros amigos, compartilho aqui um pouco do meu conhecimento acerca desta arte que tanto admiro, a "árvore em bandeja":

 (Bon Sai)

Bonsai é uma forma de arte em 4 dimensões, além de suas formas tridimensionais, o tempo é o fator mais importante em sua construção e portanto segue apenas os padrões definidos pelo artista que o compõe.



A palavra bonsai é vinda do japonês, e significa "árvore em bandeja". De outra forma, pode-se dizer que é uma árvore com dimensões reduzidas, plantada em um vaso de pequena profundidade. Basicamente, o bonsai é uma réplica artística de uma árvore natural em miniatura, representando a união de arte, agrotécnicas e tempo.



Apesar da forte associação entre o cultivo de bonsai e a cultura japonesa, na verdade, foram os chineses os primeiros a cultivar árvores e arbustos em vasos de cerâmica. Há provas de que, já em 200 d.C. os chineses cultivavam plantas envasadas (mais conhecidas como Penjing) como prática habitual da sua atividade de jardinagem.



No Ocidente o cultivo de bonsai como hobby desenvolveu-se bastante nos últimos 20 anos e hoje estas pequenas árvores estão espalhadas por todo o mundo. O crescente interesse pelo bonsai é partilhado com a crescente atenção dada às artes orientais nos últimos anos. Apesar de parecer um hobby extremamente exótico, o cultivo de árvores em miniatura não é por si só muito mais complexo do que a jardinagem comum aplicada a plantas em vasos. A diferença básica é o cuidado para reproduzir as características de uma árvore de porte muito maior, e aí reside a dificuldade. Mais do que cuidadosa poda e adubação, é preciso também muita paciência e alguma habilidade artística.



O crescimento das árvores é controlado com a aplicação de várias técnicas:

Restrição do crescimento das raízes pelo vaso utilizado: Uma árvore não possui essa restrição na natureza, por isso cresce livremente.
Poda das raízes: Dependendo da idade e espécie da árvore, as raízes são podadas, em geral no inverno pois a planta está em estado de dormencia e é realizada a troca da terra.
Uso de adubos com menor quantidade de nitrogênio: O nitrogênio em excesso provoca crescimento acelerado e folhas com tamanho maior que o desejado.
Rega em quantidades moderadas: Entenda-se por moderada a rega feita com critério, não com economia. 



As árvores não são modificadas geneticamente. Praticamente qualquer espécie pode ser utilizada, sendo as mais famosas, as dos gêneros Pinus(pinheiros), Acer (bordo), Ulmus (olmos), Juniperus (junípero/zimbro), Ficus(figueira), Rhododendron (rododendro), dentre outros.
Qualquer planta de caule lenhoso pode ser miaturizada.



Há na natureza várias formas que caracterizam cada árvore. Essas formas são imitadas no bonsai, para reproduzir as formas naturais. Dentre esses estilos estão:

Chokan: Estilo ereto formal. Árvore com tronco reto, que vai diminuindo de espessura gradualmente, da base ao ápice. Os ramos devem ser simétricos e bem balanceados.
Moyogi: Estilo ereto informal. Tronco sinuoso, inclinando-se em mais de uma direção à medida que progride para o ápice. A árvore deve dar a impressão de um movimento gracioso.
Shakan: Estilo inclinado. Tronco reto ou ligeiramente sinuoso, inclinando-se predominantemente em uma direção.
Kengai: Estilo cascata. A árvore se dirige para fora da lateral do vaso e então se movimenta para baixo, na direção da base do vaso, ultrapassando a borda do mesmo. Os vasos nesse estilo são estreitos e profundos.
Han-kengai: Estilo semi-cascata. Semelhante ao anterior, com a árvore se dirigindo para fora da lateral do vaso, mas não segue para a base do vaso.
Fukinagashi: Varrido pelo vento. Árvore com ramo e tronco inclinados como que moldados pela força do vento.

O método do misho é o cultivo a partir de sementes. Consiste em escolher uma espécie que dela se queira criar um bonsai, conseguir algumas sementes da planta (se a espécie escolhida não apresentar sementes, o misho não se emprega nesse caso), plantar e esperar a germinação - processo que pode durar, dependendo da espécie, de 1 a 3 meses.



Yamadori significa mudas colhidas na natureza, mas para conseguir as mudas, você pode muito bem comprá-las num horto. Este método pode ser aplicado como continuação do misho, porém, com a economia de alguns meses (a idade da muda irá influir neste caso). A muda deve apresentar caule curto porque algumas espécies tendem ao crescimento vertical exagerado do caule, tornando-se inadequadas para se tornarem um bonsai - por isso devem ser moldadas desde muito cedo. Vale salientar que em caso de colheita da muda natural, deve-se ter cuidado para não danificar as raízes na hora da retirada.



Sites sobre bonsai que recomendo:




Recomendo ainda:




(post elaborado com material retirado e alterado da wikipédia, do cultivando, do japão online e fotos pesquisadas no google, em 31/03/2009)