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26 de jun. de 2009

Diversão - Jogos em Flash

Depois do fiasco que andei passando com o jogo da fruta, que diga-se de passagem minha esposa já zerou e eu ainda não, fui atrás de outros jogos em flash e me deparei com jogos muito bons.

Segue a lista:

My Brute - resolva suas diferenças na arena num belíssimo jogo de luta em flash. (inglês)

Formula Wan - administre uma equipe de corridas, seja O cara! (inglês)

Miniville - crie uma cidade virtual! (francês)

Dino-RPG - um divertido jogo estilo "pokémon", graficamente muito bem trabalhado. (inglês)

Alphabounce - um jogo clone do Arkanoid com uma mistura bem dosada de RPG. (inglês)

Kado Kado - um lugar incrível, criado para aumentar seu nível de adrenalina em melhorar seu jogo. Uma variedade infinita de jogos. (inglês)

Diversão garantida! :)

Todos os jogos listados acima são "browser games", isto é, não precisa baixar e instalar nada, é só jogar e se divertir.

1 de jun. de 2009

Review de Maio / Preview de Junho



Ok, mais um mês se passou. Bem-vindo, Junho!

Cada dia que vejo as estatísticas de acesso deste blog, me surpreendo e agradeço. Nunca imaginei ter tantos acessos. Neste review, quero fazer um apanhando do blog, desde o início. 

Agradeço muito aos 1.890 visitantes de Maio. Agradeço também aos que deixaram seu comentário, sinceramente, são os comentários que geram aquele sorriso que atua na musculatura do olho. ;)

Até o momento, o que posso dizer sobre este blog, é que ele nasceu de um jeito e está se tornando uma coisa completamente fora de controle. Estou conseguindo ter uma visão detalhada do meu pensamento. Mas vamos ao Review:

Maio não posso dizer que foi produtivo. Acabei me envolvendo com um monte coisas, fiquei sem tempo para sentar e fazer um post. É incrível como escrever aqui consome tempo. Ah, e também li três livros, o que consome mais tempo ainda. Escreverei sobre em breve. Idem aos filmes que ando assistindo.

Maio foi o mês em que inaugurei a série sobre música. Amo música. Não digo ouvir música. Digo sentir música. Sobre música, Música. E os LP´s... Teve mais... O CD Aqualung, do Jethro Tull, foi deletado do mediaserver e o post foi suprimido pelo google, que diz que recebeu uma denúncia da IFPI. Horrível, pelo meu conhecimento, arquivar uma cópia do conteúdo que possuo para uso pessoal e compartilhar sem a intenção do lucro não é crime, pelo contrário. Mas deixa para lá.

Maio também teve HQ´s, não muitas, mas na minha opinião, uma seleção especial:







O que aguarda junho? Logo mais. Primeiro minhas "descobertas":

Descobri, vendo o analytics, que o post mais acessado até agora é o "A milenar arte do Bonsai - Fotos, Textos e Sites sobre..." que escrevi despretensiosamente sobre um assunto que sinceramente, me cutuca. Botânica é um dos meus hobbys. Foi mágica a experiência com as árvorezinhas. O que mais desafia no bonsai é o fato de serem necessários 30 anos para se conseguir o objetivo inicial. De semente à bonsai, 30 anos. Eu experimentei 1% disso. Ainda me faz sorrir.

O mais comentado, "A re-forma hortográphica", ainda não obteve um resultado satisfatório. Todos estão discutidindo a forma e não o objetivo. A pergunta feita ao final do post ainda não foi respondida. E as idéias continuam brotando aos borbotões. Agradeço muito os comentários, estou para comentar lá e continuar a discussão, mas ainda não me inspirei o suficiente. É necessário tempo e isso no momento anda escasso. 

Bom, vamos ao que eu imagino para junho:

Finalizar a série de LPs, colocando todos os restantes. HQs, finalizar Hellblazer.

Se eu conseguir isso, será um dos meses mais produtivos do blog.

Bom, chega de divagar e vamos trabalhar. Estou finalizando uma placa pirografada. Assim que estiver pronta, eu mostro.

Obrigado!

Agradecimentos ao Tapedeck.org pela imagem!

26 de mai. de 2009

Música - Dire Straits - Brothers in Arms


Download do álbum Brothers in Arms

Dire Straits foi uma banda de rock britânica formada em 1977 por Mark Knopfler (guitarra e vocais), seu irmão David Knopfler (guitarra), John Illsley (baixo) e Pick Withers (bateria). 

Embora formada em uma época em que o punk rock reinava absoluto, decidiram lidar com as convenções do rock clássico, firmando-se em uma sonoridade mais leve, que agradou ao público cansado do som superproduzido do rock dos anos 70. 

Não tardou para que a banda se tornasse conhecida mundialmente, ganhando o status de disco de platina logo em seu primeiro álbum.

Entre suas canções mais conhecidas estão "Sultans of Swing", "Lady Writer", "Romeo and Juliet", "Private Investigations", "So Far Away", "Money for Nothing", "Walk of Life", "Your Latest Trick" e "Brothers in Arms".

Apesar do grande sucesso, a banda terminou sem estardalhaços em 1995, quando Mark Knopfler expressou o desejo de não mais fazer turnês em larga escala, passando imediatamente a se dedicar integralmente à sua carreira solo.



O álbum Brothers in Arms foi lançado em 1985 tornando-se, até então, o disco mais vendido do Reino Unido em todos os tempos. Alcançou também o topo das paradas em dezenas de países mundo afora, incluindo o Brasil. 

Foi origem de vários singles de sucesso, como o hit número 1 nos Estados Unidos Money for Nothing, que foi também o primeiro videoclipe apresentado na MTV do Reino Unido. 

Houve mudanças na formação da banda, com a adição do segundo tecladista Guy Fletcher e a saída de Hal Lindes durante as gravações, tendo sido substituído por Jack Sonni. Apesar disso Hal permaneceu como membro oficial da banda até o lançamento do álbum. Além disso, Terry Williams tornou-se baterista. 

O sucesso comercial do disco foi ajudado pelo fato de ter sido um dos primeiros álbuns completamente gravado e produzido no então novo formato CD, levando aos admiradores da nova tecnologia a venerarem o álbum.


Curiosidades:

O vídeo musical da canção "Money For Nothing" foi o primeiro a ser exibido pela MTV européia e o mais exibido pela MTV americana até os dias de hoje.

A banda se chamava inicialmente Cafe Racers. Ao observar as condições precárias do grupo, um amigo do então baterista Pick Withers fez uma piada sugerindo que a banda deveria se chamar "Dire Straits", que em inglês é uma gíria usada para designar algo ou alguém em situação financeira muito ruim. A sugestão foi aceita com bom humor pelos integrantes que adotaram o nome dali para a frente. O nome soa um tanto irônico hoje em dia visto que o Dire Straits se tornou uma das mais rentáveis e bem sucedidas bandas da história da música, e seu líder, Mark Knopfler, entre os artistas mais ricos do mundo.

O grupo foi em 1985 um dos grandes responsáveis pela divulgação e disseminação do então novo e revolucionário formato de audio digital, o compact disc. A Philips, criadora do CD, era patrocinadora da mega-turnê da banda naquele ano e usou o grande sucesso comercial do disco Brothers in arms para alavancar a popularidade do novo formato.

O album Brothers in Arms foi um dos primeiros discos a ser inteiramente gravado pelo sistema digital e o primeiro CD da história a vender 1 milhão de cópias. Dizia-se na época que existiam mais CDs do Dire Straits que players para tocá-los.

Para o encerramento da turnê "Brothers in Arms", em abril de 1986, foram programadas 5 apresentações na Austrália. Em alguns dias de venda a demanda por ingressos exigia mais 15 apresentações extras. Mark Knopfler teve de ir a redes de TV locais pedindo que parassem de comprar ingressos pois estavam cansados pela longa turnê e tinham de voltar para a casa.

(retirado da wikipedia em 26/05/09)

22 de mai. de 2009

HQ - Capote no Kansas - Parks, Samnee




Sinopse: Quando já se tornara um escritor famoso e reconhecido de Nova York, Truman Capote decidiu mudar a história da literatura e do jornalismo. Um novo conceito transitava em sua cabeça: o do romance de não-ficção.

A decisão de partir para a empreitada foi tomada quando Capote ouviu falar de um crime hediondo realizado em Holcomb, no Kansas: a família Clutter fora chacinada em plena calmaria do campo norte-americano.

O escritor deixou Nova York e entrou em uma jornada que levou seis anos até que seu livro, A Sangue Frio, foi publicado, relacionando-se não só com a comunidade local, mas também com a vida dos mortos e com os dois assassinos.

(retirado de Universo HQ)

5 de mai. de 2009

HQ - Watchmen - Moore, Gibbons


Download - 1 arquivo - 12 Volumes

Em 1985, a DC Comics, editora de HQs protagonizadas por Superman, Batman e Mulher-Maravilha, entre outros heróis, planejava lançar uma história com os personagens da extinta editora Charlton Comics. Para a missão, chamou o roteirista britânico Alan Moore. Ele já havia conseguido, graças a certa liberdade editorial, transformar o Monstro do Pântano, um personagem de segunda linha, em um grande sucesso e parecia ser a pessoa mais indicada para a missão.

Semanas depois, Moore apresentou sua idéia de roteiro, que explorava o impacto de heróis e super-heróis em um mundo realista, chamando-a de ‘Watchmen’ (vigilantes), inspirado na frase do filósofo romano Juvenal, “ quis custodiet ipsos custodes” (“Quem vigia os vigilantes?”).

O clima dark proposto pelo inglês de visual hippie e olhar amalucado assustou os editores da DC, que tinham outros planos para os personagens recém-adquiridos. Assim Moore alterou seus nomes e criou uma minissérie alternativa de 12 edições entre 1986 e 1987. Nela, os Estados Unidos da década de 40 possuem pessoas que se vestem de heróis - apesar de não possuírem nenhum poder - e saem à caça de bandidos e malfeitores. Somente nos anos 1950 surge o primeiro (e único) super-herói de fato: o Dr. Manhattan. O homem radioativo, que circula nu com seu corpo azulado fosforescente, leva os americanos à vitória no Vietnam e o presidente Richard Nixon a sucessivas reeleições. Em 1985, às vésperas de uma guerra nuclear com a União Soviética, os antigos heróis, obrigados a se aposentar por um decreto de 1977 aprovado pelo Senado, começam a ser mortos e a sofrerem atentados. Um antigo membro do grupo Watchmen (de um total de seis), o proscrito Rorschach, passa a investigar esses eventos, o que o levará a descobrir algo tenebroso por trás de tudo.

‘Watchmen’ ganhou vários prêmios Eisner (o Oscar dos quadrinhos) e foi a primeira HQ a levar um Hugo, a premiação máxima de ficção científica que, até então, era reservada somente à literatura tradicional.

Com essa carreira promissora, a HQ transformou-se em um fenômeno da cultura pop a ponto de a revista ‘Time’ elegê-la um dos 100 romances mais importantes do século 20. Versá-la para a telona era apenas uma questão de tempo. Mas a complexidade de seu roteiro adiou o desejo dos fãs de vê-la em película por mais de duas décadas.

A exemplo de outras obras do roteirista britânico, Watchmen não se restringe à grandiosidade que foi propor uma nova leitura para os heróis. Se a idéia era fazer uma história contemporânea, Moore e Gibbons levaram o plano a complexidades nunca antes vistas.

A história trata de modo sério e crítico alguns problemas político-sociais e assuntos ainda hoje obscuros para grande parte da população mundial (relatividade, sistemas caóticos, teoria de fractais, metafísica, componentes subatômicos etc.). Tudo foi harmonicamente colocado como parte da história, tanto no roteiro, quanto nos desenhos.

Usando temas complexos de física avançada, fica difícil tachar as HQs de "gênero menor de literatura" ou "leitura para crianças"... Não é à toa que esta série ainda hoje é recomendada por fãs a pessoas que têm um contato esporádico com os quadrinhos. E isso é um erro, pois quem não é leitor pode até gostar da série, mas sem o conhecimento prévio do universo dos gibis e, sobretudo dos super-heróis, a obra perde em compreensão.

O próprio Alan Moore criou excelentes histórias de super-heróis baseadas nos velhos moldes, usando o Super-Homem, Supremo e, mais recentemente, Tom Strong.

Com isso, o escritor inglês mostrou que o problema do declínio dos super-heróis não era o estilo dos personagens, mas a qualidade dos escritores. Usando os mais antigos clichês do gênero, Moore, de forma genial, criou algumas das melhores histórias de todos os tempos. Infelizmente, o dano já havia sido feito.

Watchmen pode ser encarada, com um pouco de boa vontade, como uma ficção científica, que tem mais de 15 anos, mas que ainda hoje trata de temas atuais e traz incluída em seu bojo uma tremenda dose de crítica social, encoberta por simbolismos.

Outra coisa interessante na obra é que a mesma ação é contada sob diversos pontos de vista. Um excelente exercício de metalinguagem, pois cada personagem percebe o entorno sócio-ambiental de forma distinta, e Moore mostra essas diferentes percepções. Assim, numa ação com vários super-heróis, cada um recorda a ação com níveis de detalhamento e perspectivas distintas; e a somatória disso tudo, aliado à percepção única do leitor, vai, aos poucos permitindo o entendimento do que realmente se passou.

Watchmen é uma das maiores HQs de todos os tempos. Recomendação máxima. Vale a pena procurá-la nos sebos. A série, entretanto, tem uma peculiaridade: precisa ser lida várias vezes, o que, acredite, é uma atividade extremamente prazerosa.

(retirado e editado de Terra, Wikipédia, Universo HQ)





PS. Ainda não vi o filme. Na verdade, meu interesse é mínimo em assistir. Depois do fiasco que fizeram com o Wolwerine, o cinema caiu muito em meu conceito.

2 de mai. de 2009

Review de Abril / Preview de Maio



Ahhh, Abril foi um presente. 1.654 visitantes únicos no blog.

Obrigado.

Hoje é meu aniversário, estou deprimido. Agora são 2:42 da manhã. Trígésimo segundo, para quem quiser saber.

Devaneios à parte, realmente Abril me surpreendeu. Na realidade, toda essa história de blog está me surpreendendo. Incrível como isso aqui vicia. Mas vamos ao review de abril:

Review:



















Acredito que estes foram os posts mais significativos de Abril.

Preview:

Em Maio, Hellblazer seguirá firme e forte. 

Estou "upando" Sandman

Neste momento exato, "sobe" o Watchmen, as 12 edições em um só arquivo. 

Me esforçarei para colocar também V for Vendetta.

Fora isso, desenterrarei algumas raridades da Marvel, como Incrível Hulk da década de 60.

Aguardem, vem muita coisa por aí, minha cabeça cada vez mais fervilha com idéias... Meu acervo é vasto, estou com aproximadamente 100 dvds de dados... o 4shared já está em quase 70% e não foi nem 1% do que tenho... Assustador, não?

Bom, novamente agradeço sua visita! É uma honra!

PS: Este post foi publicado as 3:40... 

19 de abr. de 2009

HQ - Superman vs. Apocalypse - A Revanche




Download - Nº 01Nº 02 Nº 03

Sinopse: Após morrer e ressuscitar, Super-Homem ainda sente algo remoendo em seu interior. Essa sensação o leva a procurar respostas a respeito da abominável criatura Apocalypse, que desperta de seu sono, à deriva, no espaço...

... esta é uma série interessante para quem quer ver uma aventura em que Kal-El é menos Super e mais homem.

(retirado de Universo HQ)

16 de abr. de 2009

Uma aula sobre comunicação


Quem gosta de comunicação provavelmente conhece Luli Radfahrer. Graças ao Twitter, pude ter o privilégio de assistir uma "aula magna" ministrada por ele aos recém-chegados na ECA-USP.

Nessa "aula magna", Radfahrer condensa quase tudo... é incrível. Foi seguindo o mesmo caminho que caí de pára-quedas no filme Zeitgeist. Essa aula serve como uma ótima introdução ao filme. Mais uma pérola para o acervo. 

Na boa, fiquei com vontade de prestar vestibular. De novo. ECA!

Obrigado, Luli!


Em tempo: esqueci de postar o blog do Luli, segue abaixo. Confiram o post sobre a aula!



A pior invenção da humanidade


Os primatas homo-sapiens criaram um mecanismo para se locomover. Um mecanismo intrínseco e complexo, onde várias facetas do conhecimento atuam. Sim, concordo que um automóvel é uma façanha tecnólgica. Mas, a maneira como tem sido utilizado, além de ser bizarra, é contraproducente. O desenho do Pateta ilustra bem o que quero dizer.



Continuando, assista também o Sociedade do Automóvel, documentário sobre o assunto transporte.


Esses primatas são deveras engraçados... Inventam as soluções antes dos problemas... Haja vista a holografia...

O transporte estará perfeito quando não houverem carros particulares. 

Isso é uma afronta ao "bom senso". Tem certeza?

Infelizmente, o Brasil é um país pobre de espírito. Aqui, os políticos, para conseguir dinheiro, preferem fazer de qualquer jeito, que do jeito certo. Para instalarem fábricas multinacionais (de automóveis)  em nosso território, assinaram papéis onde se comprometeram a não construir ferrovias e sim estradas. Duvida? Procure saber quem foi Juscelino Kubitscheck.

A solução para este problema foi inventada em 1790. Tem duas rodas e em vez de motor, tem um coração.



Fica a minha pergunta:

São saudáveis moral e espirtualmente os bem-ajustados numa sociedade doente?

7 de abr. de 2009

HQ - Fagin, O Judeu - Will Eisner





Sinopse: Personagem-chave de Charles Dickens, Fagin é um judeu que vive na Inglaterra do século XIX. Nascido pobre, passa por dificuldades a vida toda até se envolver com um jovem chamado Oliver Twist.

Review por Eduardo Nasi: 

Quem tem direito de corrigir um clássico? Essa pergunta tem sido repetida à exaustão nos Estados Unidos nos últimos vinte e poucos anos. De um lado, defensores de minorias, que conseguiram expurgar do currículo escolar peças de William Shakespeare que continham insinuações racistas. De outro, intelectuais como o crítico literário Harold Bloom, que perguntava que tipo de idiota poderia pensar em proibir jovens de lerem o autor de Romeu e Julieta, Rei Lear e tantas outras.

Em tese, bastaria um professor dizer que preconceito era errado e que tinha sido escrito em uma época com outro contexto, servindo até mesmo para dizer que a humanidade já errou uma vez ao aceitar o preconceito. Os dois lados, claro, não chegaram a um consenso.

E, pouco antes de morrer, um cânone dos quadrinhos resolveu entrar na briga. Will Eisner, criador do Spirit, do termo graphic novel e de algumas das melhores HQs de que se tem notícia, resolveu justificar a sem-vergonhice de um velho personagem de Charles Dickens.

Dickens é um dos grandes romancistas ingleses. Sua obra é grandiosa e encantadora. Oliver Twist, história de um jovem herdeiro que sofre os diabos nas mãos de um judeu ladrão chamado Fagin, é um de seus romances mais conhecidos e amados pelo público. A princípio, dispensa defesa.

O Fagin de Dickens, criado dois séculos antes da onda politicamente correta, é um judeu caricato e estereotipado. Não só ele: naquela época, judeus no mundo inteiro eram tidos como uma desgraça. Pra começo de conversa, tinham mandado matar Jesus Cristo.

Para Eisner, Fagin é um paradigma do preconceito e um fator difusor da sórdida visão que se tinha dos judeus. Refletiria até os dias de hoje. E então o autor de Spirit resolveu, se não consertá-lo, dar-lhe um passado de maus tratos que justificaria os crimes da maturidade.

Na pior das hipóteses, seguindo a linha de Bloom (por sinal, judeu), o enredo de Eisner é uma grandessíssima bobagem. Na melhor, não passa de um exercício de criação tolo, que virou uma bela trama, até porque o autor foi um contador de histórias inigualável. Mas culpar Rebecca Lopez pela desgraceira de Fagin e, de lambujem, de Oliver Twist, já é forçar um tanto a barra.

Fagin é, sim, um personagem que reflete seu tempo. Não apenas socialmente, como produto do contexto londrino, mas também de uma época em que não se tinha problema em ser preconceituoso. Seu retrato tenebroso, compartilhado até mesmo com exemplos que Eisner apresenta em um posfácio, é um símbolo de uma época que se torce para que não volte mais.

Lido deixando de lado apegos a paixões literárias, Fagin, o Judeu, é uma das mais extensas das obras recentes de Eisner. Também é a que mais se aproxima literariamente de um romance - fazendo um paralelo, o velho mestre vinha privilegiando os contos. Tem um desenho soberbo, em que a textura do papel aparece na pintura da impressão. A edição da Companhia das Letras, como sempre, é impecável, bem como a deliciosa tradução de André Conti.

(retirado de Universo HQ)

6 de abr. de 2009

Tatiana Belinky - A fada das palavras




Esta simpática senhora, que já é nonagenária, é uma das escritoras que mais admiro. Com maestria, adaptou toda a obra de Monteiro Lobato para a televisão. A primeira versão do Sítio do Pica Pau Amarelo, exibida pela extinta TV Tupi, foi uma adaptação em que ela criou, junto com Júlio Gouveia.

Tive o prazer de me emocionar com seu depoimento num programa de tv a cabo, a qual o nome e o canal não me recordo, em que assisti depoimentos de imigrantes russos vivendo em São Paulo. Tanto os imigrantes quanto seus descendentes. Me interessei, pois convivi com um Ucraniano por um tempo, são pessoas de uma inteligência ímpar, despertou meu interesse. Eis que no programa me deparo com ela, Tatiana.

A televisão é ruim, a considero ruim, é muita informação visual e sonora, captamos tudo mas só recordamos fragmentos, quando recordamos. E olha que minha memória é boa. Para as coisas que leio e entendo. Agora, o que vejo na caixa-mágica... Na caixa-mágica fica. Por isso prefiro os livros. Tatiana define os livros da seguinte maneira: "Sempre digo aos pequenos que o livro é um objeto mágico, muito maior por dentro do que por fora. Por fora, ele tem a dimensão real, mas dentro dele cabe um castelo, uma floresta, uma cidade inteira... Um livro a gente pode levar para qualquer lugar. E com ele se leva tudo."

E com ele se leva tudo. Nada mais à dizer. Tatiana Belinky é hoje uma escritora premiada de livros infantis. Não li nenhum dos livros dela, mas pelo que pude constatar acerca do conhecimento que essa sábia anciã possui, tenho certeza que são livros importantes. Se existe uma pessoa em que eu teria dificuldades em controlar a emoção de conhecer, é Tatiana. Eu adoraria tomar o chá das 17:00 com ela. Sou descendente de imigrantes e nunca achei meu lugar nesse mundo. Infelizmente não tive contato com os imigrantes da minha família, a "educação" que me foi passada já sofrera modificação... Por que tenho a sensação de ter nascido em época errada?

Eu me recordo bem da Tatiana ser questionada no programa, tipo: Se você não fosse Tatiana Belinky, quem gostaria de ser. A resposta foi fulminante, sem ao menos pensar para falar. Emília. A boneca-gente. A personagem que ela teve tanto carinho em adaptar para a tv. E que falava o que pensava e fazia o que queria. E era mágica. :)

A mágica da vida se perdeu no ser humano, que busca fora de si respostas que se encontram nos recônditos da mente. Ler, nada mais é do que penetrar a mente de outra pessoa. E existem mentes que são deveras encantadoras. Tatiana é uma delas.

"Porque, para quem sabe prestar atenção em cada pequena coisa que acontece - ou não acontece, é só pensada ou imaginada -, a vida de todos os dias é cheia de coisas bonitas, alegres, tristes, intrigantes, interessantes...É só cada um usar os seus "olhos de ver", sabiam?" (Tatiana Belinky)

Nesta frase, Tatiana me lembra Saramago. "Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara." Sábio conselho.

É isso!

ADENDO 17/06/2013

A escritora de livros infantil-juvenis Tatiana Belinky, de 94 anos, faleceu na tarde deste sábado (15) no Hospital Alvorada, em São Paulo, após 11 dias internada.

RIP Tatiana!

Referências:

4 de abr. de 2009

Música - Skank - Ainda Gosto Dela



Parceria perfeita. Tanto a composição de Samuel Rosa com o Nando Reis como a interpretação do Skank e a participação da Negra Li. Fantástico o resultado. Apreciem!

3 de abr. de 2009

HQ - A Casa do Fim do Mundo - Corben, Revelstroke





A CASA SOBRE O ABISMO, como a obra é chamada nas raras traduções para o português, foi escrita em 1908 pelo britânico Willian Hope Hodgson. Embora não seja tão conhecida como outras obras, serve de influência para todos os autores do gênero, seja pelo texto intenso e bem escrito, pelo horror realmente perturbador que traz ou pela estética inovadora, que mantém a obra bastante atual ainda nos dias de hoje.

Nos Quadrinhos (brasileiros), a obra foi chamada de A CASA DO FIM DO MUNDO, um título bem apropriado para a abordagem da obra nas graphic novels. Adaptar os escritos de Hodgson ficou a cargo de Simon Revelstroke, e seu roteiro ganhou belos traços em preto & branco do desenhista Richard Corben. O nome de Corben, inclusive, figura na parte superior da capa do encadernado, e com justiça: o traço de Corben, apresentando um hiper-detalhismo impressionante, abusa dos fundos pretos e climatiza a história de maneira angustiante, sufocante e pessimista, mas sem nunca tirar a força do protagonista, Lorde Byron Gault. Impossível imaginar alguém mais apropriado para a empreitada.

Mas que a importância de Revelstroke não seja diminuída! O roteirista dá uma abordagem bastante interessante à história, que começa com dois estudantes viajando por vilarejos da Irlanda, se metendo em confusão e fugindo de uma turba enraivecida, para então se embrenharem na mata e acabarem nas ruínas de uma velha mansão e encontrarem o diário de Lorde Gault. Pela leitura desse diário é que se projeta a história que, embora tenha um final diferente do livro, ainda assim é surpreendente.

Uma (feliz) curiosidade deste marco da Arte Seqüencial é a introdução, que foi escrita pelo renomado quadrinista Alan Moore. Moore, que há anos havia cortado relações com a DC Comics, aceitou escrever um texto de abertura (que por si só vale a compra: leiam antes de ir para os Quadrinhos!) por ser fã tanto do livro (e de Hodgson) quanto de Corben e Revelstroke e dos trabalhos que fizeram juntos. No Brasil, A CASA DO FIM DO MUNDO foi publicada pela Editora Opera Graphica.

(retirado e parcialmente editado de HQ STL em 03/04/2009)

2 de abr. de 2009

HQ - O Último Cavaleiro Andante - Will Eisner





Don Quixote de La Mancha é um dos clássicos da literatura universal. Lançado em 1605 pelo lendário Miguel de Cervantes, o livro já encantou várias gerações em diversos cantos do planeta e muitos já discorreram sobre seu conteúdo. Do russo Dostoievski ao brasileiro Machado de Assis, centenas de escritores disseram ser esta uma das obras mais importantes já escritas.

Will Eisner dedicou grande parte da sua vida a outro gênero de arte, os quadrinhos. O consagrado mestre da arte seqüencial realizou um esforço inestimável para alçar as HQs ao patamar das "grandes artes", algo que não foi em vão.

Nesta obra, Eisner faz uma releitura de um dos cânones da literatura. E quando ele encontra Cervantes, Quixote descobre a nona arte.

Obviamente, não é possível transpor nas 32 páginas do gibi toda a grandeza espalhada pelas centenas de laudas do romance. Como Eisner sabia disso, se agarrou a um único propósito: transpor o espírito quixotiano para os quadros de sua obra. Para tanto, utiliza desenhos de grande expressividade aliados a uma narrativa ágil.

Os cenários desenhados fazem jus aos narrados no livro, mas é na configuração das personagens - seus rostos bem delineados, as emoções aparentes nos olhos e a irretocável anatomia - que Eisner traduz o sentimento que permeia a aventura original.

O escritor e desenhista percebeu que não adiantava focar a atenção na história em si, uma vez que a original possui todo o material necessário para um excelente narrativa. Também ponderou que pouco ajudaria tentar retratar um número grande de aventuras, uma vez que nunca conseguiria suprir tudo que o texto original de Cervantes continha.

A obra é claramente voltada para as crianças que ainda não tiveram acesso ao original, mas isso não impede que um adulto curta a aventura. Do risível e emblemático encontro com o moinho à cruel cena do linchamento, o álbum prende a atenção do leitor, fazendo-o entender um pouco mais do espírito da cavalaria.

O final é belo. Ao transformar o próprio Cervantes em personagem de sua história, Eisner demonstra que mitos e lendas, sejam eles autores ou personagens (Cervantes ou Quixotes), vivem séculos a fio na memória dos leitores e nas páginas de seus livros; e que uma boa história jamais morrerá e está apta a diversas interpretações.

Se há um ponto negativo é a falta de material explicando quando, onde e por quem a obra foi originalmente escrita. Como mencionado acima, a HQ é destinada a crianças e adolescentes e uma ficha ajudaria a situar a história. Nada que prejudique fatalmente a edição, uma vez que a narrativa de Eisner/Cervantes consegue ter voz e vida própria.

(retirado de Universo HQ em 02/04/2009)

HQ - Pequenos Milagres - Will Eisner





Pequenos Milagres (Minor Miracles) é uma publicação tardia de um álbum de Will Eisner que saiu originalmente em 2000. Também era um dos poucos títulos inéditos do mestre - que tem praticamente toda a sua obra lançada no Brasil, ainda que de forma esparsa, espalhada por casas editoriais como Companhia das Letras, Abril, Devir, Acme e L&PM.

O álbum repete o cenário de Avenida Dropsie - A Vizinhança, mas com uma ambição menor que a de mostrar a evolução de uma região de Nova York ao longo de décadas. Pequenos Milagres foca em contos singelos que Eisner teria ouvido de sua família. São meinsas (lembranças) escritas e desenhadas muitos anos depois da primeira vez que ouviu falar delas.

As quatro crônicas têm como premissa pequenos acontecimentos que, coincidência ou não, parecem mágicos. Ou milagrosos. E evidenciam que Eisner homenageou um dos maiores cronistas dos Estados Unidos: O. Henry, de quem de fato foi leitor e por quem é influenciado desde o Spirit, nos anos 40.

Pouco conhecido no Brasil, O. Henry é um escritor que, ao fazer do cotidiano sua matéria-prima, provou que a simplicidade pode ser absolutamente encantadora. E, em Pequenos Milagres, Eisner se mostrou um seguidor nato do mestre.

Com uma força narrativa ímpar, o texto de Eisner pega o leitor pela mão na primeira página e o conduz quadrinho a quadrinho, balão a balão.

Nem parece que se está lendo: o autor é um dos raros quadrinhistas que faz com que o leitor realmente mergulhe na história. Seus personagens têm voz, seus cenários têm cheiro e suas histórias têm alma.

Sinopse: O álbum reúne quatro histórias de pequenos milagres vividos pelo povo da Avenida Dropsie.

Em O Milagre da Dignidade, Tio Amos, um vagabundo espertalhão, explora Irving até levá-lo à falência.

Mágica de Rua mostra como Mersch, um rapaz esperto, usa a inteligência para escapar de uma surra.

Um Novo Garoto no Quarteirão traz um jovem abandonado que sequer fala inglês realizando grandes feitos na pequena vizinhança.

O Anel de Casamento apresenta a união de um jovem e improvável casal - um deficiente físico e uma surda-muda.

(retirado de Universo HQ)

1 de abr. de 2009

Anime - Princesa Mononoke - Studio Ghibli



Mononoke Hime (japonês: もののけ姫, Princesa Mononoke em português) é um filme de animação japonês (anime) dirigido por Hayao Miyazaki, produzido pelo Studio Ghibli. A data de estreia no Japão foi 12 de Julho de 1997, a estreia no restante do mundo aconteceu a partir de 1999 (menos em terra brasilis, este filme não foi exibido por aqui!).

Se você nunca assistiu um anime, recomendo muito começar por este, pois ele é mágico. Um enredo perfeito, uma história elaborada, uma trilha sonora impecável... E não foi exibido em nosso país. E duvido que você encontre na sua locadora. Mas tente e pressione para que disponibilizem esta fantástica obra. Vale realmente cada minuto... Encontrei disponível uma versão no youtube (iutubio?) com áudio em japonês e legendas em inglês. Também encontrei um documentário sobre esta soberba produção e uma apresentção do compositor da trilha. Espero que se divirtam!

Sobre o enredo

Japão, Era Muromachi. Aquele era um tempo de muitas mudanças, onde os homens ainda conviviam com feras e deuses. Mas a paz só duraria até um inevitável dia em que tudo seria posto abaixo e o homem mostraria do que era capaz. Um terrível demônio que possui o corpo de Deus-Javali, estava deixando a floresta e se dirigindo ao vilarejo dos Emishi, um povo nobre cujo príncipe chama-se Ashitaka, ele é quem se encarregará de parar o terrível Deus-Javali (na verdade um "Tatari Gami", ou "Deus da Maldição") que estava a caminho de sua região, e com certeza iria destruí-la. Mas o resultado dessa batalha é que ele acaba recebendo uma maldição, posta pelo demônio pouco antes de morrer. Condenado, Ashitaka decide deixar seu povo e segue para o oeste, em busca da cura para o seu problema.

Sem que ele soubesse, no oeste, os mineradores de ferro e os deuses-animais travam uma grande batalha. Do lado dos deuses-animais se encontra San (a princesa Mononoke), uma jovem garota que foi adotada e criada por uma tribo de deuses-lobo. Seu ódio pelos humanos que querem destruir a floresta dos deuses é tão grande, que ela acaba esquecendo-se de sua própria humanidade. Mas sua vida muda quando ela conhece o jovem príncipe Ashitaka, que passa a amá-la.

As coisas não estão fáceis, já que os mineradores da aldeia liderada por Lady Eboshi só querem que sua terra seja um lugar bom e estável para se viver e seria da floresta que eles retirariam as riquezas minerais, nem que para isso animais fossem mortos e árvores fossem derrubadas.
Ashitaka acaba tendo que ajudar San e os deuses-animais contra as intenções destrutivas do homem contra a natureza. Ele também descobrirá o verdadeiro motivo de ter sido amaldiçoado e sua missão naquela guerra.

Primeiro a música:


Os 10 primeiros minutos da obra, legendas em inglês:


Para finalizar, o documentário, fantástico! (leg. em inglês)


Também encontrei uma matéria bem interessante sobre o filme na revista de cinema Contracampo.

É isso,
Espero que apreciem a dica!

(fontes: wikipedia e youtube)

Review de Março / Preview de Abril - HQs




Review
Os posts mais importantes do mês de março



• HQ - Raça das Trevas - Clive Barker (Coleção)















Preview
idéias para o mês de abril

Estou preparando mais uma leva de literatura selecionada em obras escaneadas. Vem por aí Vertigo, Hellblazer, Sandman e muito mais... Também teremos matérias especiais sobre os principais autores, ilustradores e indivíduos que fazem a nona arte pulsar.

Ando com uma idéia fixa de criar um curso de redação aqui pelo blog, pois não aguento mais ver tanta gente escrevendo errado. Quer chorar? Busca "bandeija" no google. Mais de 500 mil ocorrências... Pelo Sol! É BANDEJA! Sem contar que antes de ajudar alguém, preparar um curso assim seria muito bom para mim. Idéia em amadurecimento, mas clara o suficiente para um preview. Aproveitando o gancho, você compreende o inglês? Essa é outra idéia que anda passando por minha cabeça. Um curso para a compreensão do inglês. Só precisa de treino, aprendi a compreender o inglês praticamente sozinho.

Abril promete ser um mês e tanto, recheado de conteúdo! Aproveito para agradecer o súbito aumento de visitas, sei que isto está ocorrendo devido a disponibilização de um material muito bom. Agradeço também a ajuda em divulgar este blog! E peço que comentem mais, a partir de agora os comentários são moderados e serão respondidos! Conto com sua participação!

É isso!

Forte abraço,

Ronald {Pyrographer}