11 de mai de 2009

HQ - Hellblazer - 24 ao 44


Download: nº24 ao 44

Continuando a saga do mago.

Fico me perguntando o porque de o cinema fazer o que faz com histórias em quadrinhos.

"Adaptações", diriam alguns. Prefiro "Deformações".

Defendo o princípio de que se não for para fazer bem-feito, não faça. 

Tirando o Homem-de-Ferro e as duas últimas adaptações do Batman, apesar da ressalva na última, sobre o título, essas "adaptações" restantes são puro lixo, que não deveriam ter sido produzidas.

"Constantine" é um desses lixos. A começar pela mudança na forma da personagem.

O cinema, apesar de ser visual e auditivo, perde "de longe" para uma HQ.

Por quê?

Simples. O componente que falta ao Cinema se chama imaginação.

Tremendamente estimulada quando se lê, seja HQ ou livro.

Portanto, quem conhece as histórias contadas pelas letras, quando vê as barbaridades que são cometidas na "telona", ao meu ver, não consegue ficar indiferente. Eu fico me perguntando, por quê? Qual a graça em "adaptar" uma obra? 

Isso apenas confirma o velho ditado "quem conta um conto aumenta um ponto". Justifica o ditado italiano Traduttore, trattore. (Tradutor, traidor)

Portanto, ler estimula a mente, estimula o "pensar", enquanto "ir ao cinema" ou "assistir TV" estimula apenas a visão e a audição, provocando uma estranha hipnose que eu chamo de "estado babão".

Ao meu ver, o computador tem se tornado um "centro de entretenimento integrado", forçando a convergência de todas as mídias numa só. Porém, diferente de outras mídias analógicas, digamos assim, o computador fornece a capacidade de interagir. Permite que o indivíduo não só leia, como comente e deixe registrada sua opinião naquele momento. Ou assista à um vídeo. Ou ouça uma música. Ou leia um livro ou uma HQ.

A maneira de acessar informações mudou.

Impérios foram construídos a base de "atravessadores", intermediários entre a informação e o usuário. Essa "intermediação" está ameaçada. Existe muita confusão devido ao aumento de acesso à informação. O problema é a confusão entre acesso e posse. Possuir a informação é diferente de possuir o acesso à ela.

Novamente, defendo um princípio. Se existe uma informação, ela existe para ser compartilhada.

Preferencialmente, sem deformações, adaptações ou traduções. Apenas com opiniões.



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