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11 de jun. de 2013

Narrativas Gráficas - Will Eisner

Essencialmente, as histórias em quadrinhos são um meio visual composto de imagens. Apesar das palavras serem componentes vitais, a maior dependência para descrição e narração está em imagens entendidas universalmente, moldadas com a intenção de imitar ou exagerar a realidade. Ainda assim, a história continua sendo o componente crítico de uma revista em quadrinhos. Não é somente a estrutura intelectual na qual se baseia toda a arte. Ela é mais do que qualquer outro elemento, é aquilo que faz o trabalho perdurar. Este é um grandioso desafio para um meio que sempre foi considerado coisa de criança. A tarefa é trazer à tona a reação do leitor através das imagens.

Em NARRATIVAS GRÁFICAS a preocupação está na compreensão básica da narração através de desenhos. Este livro irá examinar a narrativa e pesquisar os fundamentos de sua aplicação no meio das histórias em quadrinhos.



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No Coração da Tempestade - Will Eisner

Em meio à Segunda Guerra Mundial, o jovem Willie recebe a convocação do exército americano. Durante a viagem de trem que faz para se juntar a seu batalhão, momentos marcantes da sua vida e da história de sua família passam pela janela. A morte de seu avô materno, que culminou na separação dos filhos dele, enviados para diferentes famílias e instituições. A vida de seu pai em Viena e a imigração para os Estados Unidos, onde passou de um aspirante a artista a um homem de negócios fracassado em plena Depressão. A convocação do próprio Willie, que interrompe uma carreira incipiente, porém promissora, como quadrinista.

A história da família de Willie confunde-se com a história dos judeus na América e na Europa na primeira metade do século XX - notadamente um dos períodos mais conturbados de nossa história -, quando predominava um sentimento geral de antissemitismo.

Ao coração da tempestade é considerado o trabalho autobiográfico mais importante de Will Eisner. Nele, o quadrinista usa seu grande talento para contar histórias e integra arte e diálogo como ninguém, criando uma HQ emocionante sobre temas tão universais e atuais como o preconceito e a intolerância.

“Fui criado na segurança dos Estados Unidos durante a formação da tempestade que culminou na Segunda Guerra Mundial. [...] Quando comecei a trabalhar neste livro, minha intenção era criar uma experiência ficcional concentrada apenas na construção daquele clima, mas no fim ela passou por uma metamorfose e se transformou em uma autobiografia quase escancarada.”


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10 de jun. de 2013

A Força da Vida - Will Eisner

Em A FORÇA DA VIDA o autor examina as vidas e os sonhos, as esperanças e os temores de personagens comuns que perseveram e sobrevivem à Grande Depressão econômica dos anos 30.

Então, em meio a essa luta diária, a ascensão da Alemanha de Hitler projeta sua longa sombra sobre os moradores de um cortiço na Avenida Dropsie.

Assim, nos atropelos do quotidiano e sem que percebam, suas vidas serão mudadas para sempre neste conto sobre o que leva uma pessoa a continuar enfrentando as adversidades do destino mesmo quando tudo parece perdido.

Uma vez mais, Will Eisner nos conta uma história épica cheia de referências históricas com a precisão e a paixão de quem realmente viveu tudo aquilo.


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31 de mai. de 2013

Avenida Dropsie: A Vizinhança - Will Eisner

Avenida Dropsie: A Vizinhança, retrata da maneira como só o mestre Will Eisner sabe fazer a metamorfose histórica de uma única avenida de Nova York e seus moradores, de uma Nova Amsterdam colonial até o arco-íris étnico de hoje. Nas páginas belamente ilustradas deste livro, você irá acompanhar o dia-a-dia de uma vizinhança agradável e familiar e conhecerá as gerações de pessoas cresceram e viveram suas vidas naquela avenida. Depois, verá como ela foi desaparecendo com o tempo, até que, um dia, se tornou pouco mais do que um campo cheio de entulhos. Como isso foi acontecer?

Numa história familiar de proporções épicas Will Eisner nos presenteia com mais uma obra cheia de referências e contada com a emoção e a paixão de quem realmente viveu aquilo tudo.




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7 de abr. de 2009

HQ - Fagin, O Judeu - Will Eisner





Sinopse: Personagem-chave de Charles Dickens, Fagin é um judeu que vive na Inglaterra do século XIX. Nascido pobre, passa por dificuldades a vida toda até se envolver com um jovem chamado Oliver Twist.

Review por Eduardo Nasi: 

Quem tem direito de corrigir um clássico? Essa pergunta tem sido repetida à exaustão nos Estados Unidos nos últimos vinte e poucos anos. De um lado, defensores de minorias, que conseguiram expurgar do currículo escolar peças de William Shakespeare que continham insinuações racistas. De outro, intelectuais como o crítico literário Harold Bloom, que perguntava que tipo de idiota poderia pensar em proibir jovens de lerem o autor de Romeu e Julieta, Rei Lear e tantas outras.

Em tese, bastaria um professor dizer que preconceito era errado e que tinha sido escrito em uma época com outro contexto, servindo até mesmo para dizer que a humanidade já errou uma vez ao aceitar o preconceito. Os dois lados, claro, não chegaram a um consenso.

E, pouco antes de morrer, um cânone dos quadrinhos resolveu entrar na briga. Will Eisner, criador do Spirit, do termo graphic novel e de algumas das melhores HQs de que se tem notícia, resolveu justificar a sem-vergonhice de um velho personagem de Charles Dickens.

Dickens é um dos grandes romancistas ingleses. Sua obra é grandiosa e encantadora. Oliver Twist, história de um jovem herdeiro que sofre os diabos nas mãos de um judeu ladrão chamado Fagin, é um de seus romances mais conhecidos e amados pelo público. A princípio, dispensa defesa.

O Fagin de Dickens, criado dois séculos antes da onda politicamente correta, é um judeu caricato e estereotipado. Não só ele: naquela época, judeus no mundo inteiro eram tidos como uma desgraça. Pra começo de conversa, tinham mandado matar Jesus Cristo.

Para Eisner, Fagin é um paradigma do preconceito e um fator difusor da sórdida visão que se tinha dos judeus. Refletiria até os dias de hoje. E então o autor de Spirit resolveu, se não consertá-lo, dar-lhe um passado de maus tratos que justificaria os crimes da maturidade.

Na pior das hipóteses, seguindo a linha de Bloom (por sinal, judeu), o enredo de Eisner é uma grandessíssima bobagem. Na melhor, não passa de um exercício de criação tolo, que virou uma bela trama, até porque o autor foi um contador de histórias inigualável. Mas culpar Rebecca Lopez pela desgraceira de Fagin e, de lambujem, de Oliver Twist, já é forçar um tanto a barra.

Fagin é, sim, um personagem que reflete seu tempo. Não apenas socialmente, como produto do contexto londrino, mas também de uma época em que não se tinha problema em ser preconceituoso. Seu retrato tenebroso, compartilhado até mesmo com exemplos que Eisner apresenta em um posfácio, é um símbolo de uma época que se torce para que não volte mais.

Lido deixando de lado apegos a paixões literárias, Fagin, o Judeu, é uma das mais extensas das obras recentes de Eisner. Também é a que mais se aproxima literariamente de um romance - fazendo um paralelo, o velho mestre vinha privilegiando os contos. Tem um desenho soberbo, em que a textura do papel aparece na pintura da impressão. A edição da Companhia das Letras, como sempre, é impecável, bem como a deliciosa tradução de André Conti.

(retirado de Universo HQ)

4 de abr. de 2009

HQ - Um Sinal do Espaço - Will Eisner




Sinopse: Em plena guerra fria, um observatório de radioastronomia estadunidense recebe um sinal de rádio do espaço. Nele, descobre-se uma seqüência de números primos.

A partir de então, têm início várias intrigas políticas, pessoais e morais.

(retirado de Universo HQ em 04/04/2009)

Minha obra preferida Eisner. O enredo mais encantador e denso que encontrei deste autor, sem sombra de dúvida, um mestre, um gênio. Deguste-a!

3 de abr. de 2009

HQ - O Nome do Jogo - Will Eisner



Sinopse: Três famílias de imigrantes judeus, os Arnheim, os Ober e os Kayn, todos descendentes, lutam por status e poder, sempre ancorados em casamentos arranjados.

Enquanto o rico busca assegurar o futuro da família por meio do casamento e de herdeiros; os menos afortunados o utilizam para obter riqueza e posição social.

O personagem central da trama é Conrad Arnheim, o herdeiro rude, mulherengo e egoísta do bem-sucedido negócio de vestuários da sua família.

As mulheres que suportaram estar casadas com ele tiveram entrada garantida no mundo da rica sociedade de Manhattan, mas a que preço?

Review: Criador do Spirit, inventor do termo graphic novel, mestre da arte seqüencial. Estas são apenas algumas formas usadas para definir Will Eisner. Mas nenhuma delas consegue contemplar a dimensão de seu talento.

O Nome do Jogo é prova disso. A história mostra as muitas degenerações do "Sonho Americano" e como o casamento é utilizado, há muito tempo, para obtenção de vantagens sociais.

À primeira vista, você pode pensar que, por tratar-se de um tema "batido", a história seja enfadonha. Errado! E é justamente nesse aspecto que Eisner mostra por que é diferente, genial. Ele consegue manter o leitor preso às páginas, afoito para saber como será o desfecho da trama. E um livro 176 páginas é "devorado" em menos de uma hora!

Qual a receita? Will Eisner sabe como pouquíssimos retratar, nos quadrinhos, a vida comum. É um autor que trabalha bem demais a emoção dos personagens, o que acaba envolvendo o leitor na trama. Parece simples, mas se fosse fácil copiar o que ele faz, já teriam surgido vários na sua trilha.

Aos 86 anos, o "pai" do Spirit continua atualíssimo, produzindo e cada vez mais idolatrado, especialmente pelos grandes nomes dos quadrinhos. Não há prova maior de reverência!

Sua narrativa, a forma como a história flui por seus quadrinhos, é algo ímpar. Há artistas "top" do mercado que nem sequer passam perto da ousadia que Eisner adota na diagramação e nas "tomadas de câmera" de suas cenas.

Assim, o leitor vai sendo conduzido pela trama de O Nome do Jogo. Há momentos, em que se quer esganar Conrad Arnheim, por causa de suas falcatruas. Em outros, no entanto, é inevitável sentir pena do personagem, devido às agruras que a vida lhe impôs.

O álbum é um retrato fiel - e cruel - de como o casamento é utilizado como ferramenta de ascensão social. E, apesar de a história começar em 1900, não é difícil enxergá-la nos dias que correm.

A edição da Devir está caprichadíssima, com destaque para a impressão em sépia (dá um tom clássico à arte) e ao verniz em alguns pontos da capa. Apenas um erro de digitação, na página 87, na frase "... e vou contunuar sendo". Claro, o verbo é continuar.

(retirado de Universo HQ em 03/02/2009)

2 de abr. de 2009

HQ - Sundiata, o Leão de Mali - Will Eisner





Sinopse: Quando o terrível Sumanguru poupou da morte o pequeno príncipe coxo, dizimando o resto do Mali e instaurando um reinado de trevas, não podia imaginar que, anos mais tarde, aquela criança se tornaria um bravo guerreiro. O valente Sundiata será o único homem capaz de liderar um exército para enfrentar as forças do mal e erguer uma nação pacífica.

Embora muito se compare a linguagem dos quadrinhos à do cinema, Sundiata está mais para teatro épico (perfeitamente condizente com a natureza da história em questão). Por ser uma obra voltada para o público infantil e uma lenda antiga, não espere profundas análises introspectivas.

Num reforço ao caráter teatral da obra, há "interpretações" tão precisas dos personagens que é possível entender o essencial só de ler as figuras, descartando as palavras. Essa capacidade de contar histórias através de "imagens pictóricas e outras justapostas em seqüência deliberada" (como define os quadrinhos Scott McCloud, de Desvendando os Quadrinhos, deixando claro que as palavras não são, nem nunca foram, indispensáveis a essa arte, não sendo ela, portanto, um subgênero literário), aliada a uma impecabilidade no trato com a forma, faz de Eisner o "profeta" dos quadrinistas.

A história opõe elementos chaves do gênero humano (com o maniqueísmo que esse tipo de lenda demanda), como arrogância e humildade, tirania e liderança e outros. A personalidade dos antagonistas fica patente por suas feições e expressões, sendo o mocinho o de semblante calmo e traços leves e harmônicos.

Isso não é um defeito, claro. É apenas um modo simples (e deveras eficaz) de apresentar já de início as personagens e suas intenções aos leitores mais jovens, que são o público original. E obviamente não impede que um pai ou irmão mais velho, interessados em quadrinhos, venham a ser introduzidos ao trabalho de Eisner.

(retirado de Universo HQ em 02/04/2009)

HQ - O Último Cavaleiro Andante - Will Eisner





Don Quixote de La Mancha é um dos clássicos da literatura universal. Lançado em 1605 pelo lendário Miguel de Cervantes, o livro já encantou várias gerações em diversos cantos do planeta e muitos já discorreram sobre seu conteúdo. Do russo Dostoievski ao brasileiro Machado de Assis, centenas de escritores disseram ser esta uma das obras mais importantes já escritas.

Will Eisner dedicou grande parte da sua vida a outro gênero de arte, os quadrinhos. O consagrado mestre da arte seqüencial realizou um esforço inestimável para alçar as HQs ao patamar das "grandes artes", algo que não foi em vão.

Nesta obra, Eisner faz uma releitura de um dos cânones da literatura. E quando ele encontra Cervantes, Quixote descobre a nona arte.

Obviamente, não é possível transpor nas 32 páginas do gibi toda a grandeza espalhada pelas centenas de laudas do romance. Como Eisner sabia disso, se agarrou a um único propósito: transpor o espírito quixotiano para os quadros de sua obra. Para tanto, utiliza desenhos de grande expressividade aliados a uma narrativa ágil.

Os cenários desenhados fazem jus aos narrados no livro, mas é na configuração das personagens - seus rostos bem delineados, as emoções aparentes nos olhos e a irretocável anatomia - que Eisner traduz o sentimento que permeia a aventura original.

O escritor e desenhista percebeu que não adiantava focar a atenção na história em si, uma vez que a original possui todo o material necessário para um excelente narrativa. Também ponderou que pouco ajudaria tentar retratar um número grande de aventuras, uma vez que nunca conseguiria suprir tudo que o texto original de Cervantes continha.

A obra é claramente voltada para as crianças que ainda não tiveram acesso ao original, mas isso não impede que um adulto curta a aventura. Do risível e emblemático encontro com o moinho à cruel cena do linchamento, o álbum prende a atenção do leitor, fazendo-o entender um pouco mais do espírito da cavalaria.

O final é belo. Ao transformar o próprio Cervantes em personagem de sua história, Eisner demonstra que mitos e lendas, sejam eles autores ou personagens (Cervantes ou Quixotes), vivem séculos a fio na memória dos leitores e nas páginas de seus livros; e que uma boa história jamais morrerá e está apta a diversas interpretações.

Se há um ponto negativo é a falta de material explicando quando, onde e por quem a obra foi originalmente escrita. Como mencionado acima, a HQ é destinada a crianças e adolescentes e uma ficha ajudaria a situar a história. Nada que prejudique fatalmente a edição, uma vez que a narrativa de Eisner/Cervantes consegue ter voz e vida própria.

(retirado de Universo HQ em 02/04/2009)

HQ - Pequenos Milagres - Will Eisner





Pequenos Milagres (Minor Miracles) é uma publicação tardia de um álbum de Will Eisner que saiu originalmente em 2000. Também era um dos poucos títulos inéditos do mestre - que tem praticamente toda a sua obra lançada no Brasil, ainda que de forma esparsa, espalhada por casas editoriais como Companhia das Letras, Abril, Devir, Acme e L&PM.

O álbum repete o cenário de Avenida Dropsie - A Vizinhança, mas com uma ambição menor que a de mostrar a evolução de uma região de Nova York ao longo de décadas. Pequenos Milagres foca em contos singelos que Eisner teria ouvido de sua família. São meinsas (lembranças) escritas e desenhadas muitos anos depois da primeira vez que ouviu falar delas.

As quatro crônicas têm como premissa pequenos acontecimentos que, coincidência ou não, parecem mágicos. Ou milagrosos. E evidenciam que Eisner homenageou um dos maiores cronistas dos Estados Unidos: O. Henry, de quem de fato foi leitor e por quem é influenciado desde o Spirit, nos anos 40.

Pouco conhecido no Brasil, O. Henry é um escritor que, ao fazer do cotidiano sua matéria-prima, provou que a simplicidade pode ser absolutamente encantadora. E, em Pequenos Milagres, Eisner se mostrou um seguidor nato do mestre.

Com uma força narrativa ímpar, o texto de Eisner pega o leitor pela mão na primeira página e o conduz quadrinho a quadrinho, balão a balão.

Nem parece que se está lendo: o autor é um dos raros quadrinhistas que faz com que o leitor realmente mergulhe na história. Seus personagens têm voz, seus cenários têm cheiro e suas histórias têm alma.

Sinopse: O álbum reúne quatro histórias de pequenos milagres vividos pelo povo da Avenida Dropsie.

Em O Milagre da Dignidade, Tio Amos, um vagabundo espertalhão, explora Irving até levá-lo à falência.

Mágica de Rua mostra como Mersch, um rapaz esperto, usa a inteligência para escapar de uma surra.

Um Novo Garoto no Quarteirão traz um jovem abandonado que sequer fala inglês realizando grandes feitos na pequena vizinhança.

O Anel de Casamento apresenta a união de um jovem e improvável casal - um deficiente físico e uma surda-muda.

(retirado de Universo HQ)

28 de mar. de 2009

HQ - Spirit - Will Eisner





Em Junho de 1940 Will Eisner criou The Spirit, uma série de quadrinhos que passou a ser publicada em um jornal dominical. Eisner trabalhou como editor, mas também escreveu e desenhou a maioria das histórias. The Spirit era um dos nomes de Denny Colt, um homem que foi considerado morto, mas que na verdade vivia secretamente como um anônimo lutador no mundo do crime. As histórias abordavam uma larga variedade de situações: crime, romance, mistérios, horror, comédia, drama e humor negro.

Assim começa o artigo em português da wikipédia. Eu poderia escrever sobre a maior obra de Eisner por parágrafos e parágrafos... Mas não é esse meu interesse. Espero que se divirtam com as obras e saibam que já está nos cinemas (está? - eu não vou ao cinema) o filme The Spirit, deleitem-se com o trailer...



27 de mar. de 2009

HQ - O Edifício - Will Eisner




Sinopse: Uma história sobre a vida e morte de um edifício, por intermédio de quatros personagens que tiveram seus destinos unidos ao dele.

(retirado de Universo HQ)

HQ - O Complô - Will Eisner



Sinopse: Na forma de HQ, a gênese de uma das maiores e mais assustadoras farsas do anti-semitismo: Os Protocolos dos Sábios do Sião.

Em 1878, Maurice Joly escreve e publica O Diálogo no Céu e Inferno entre Maquiavel e Montesquieu. O que deveria ser um libelo contra o imperador francês Napoleão III, servirá, décadas depois, de base para os supracitados Protocolos, criados na Rússia pré-revolução de 1917.

A história apresenta ainda a luta incessante contra este instrumento da cultura do ódio ao longo do século XX. 

(retirado de Universo HQ)

Sobre esta obra, encontrei um comentário na net fazendo uma crítica à mesma. Aqui está o link. Eu, discordo. O Complô é a última obra de Eisner, perfeitamente compreensível e perceptível o motivo da obra causar a reação que causou no infeliz escritor do artigo apresentado. Óbvio que o artista não teve tempo hábil para lapidar o suficiente, o que era seu habitual, presenteando-nos com um trabalho mais visceral, mais para um rascunho final que para uma arte final. Como define o autor do artigo citado, na primeira parte da obra, encontramos um trabalho muito bem elaborado, desde seu layout até sua finalização. O que eu percebi chegando ao final da obra, foram páginas feitas para estarem lá como recado antes de ir embora. Se Will Eisner tinha alguma coisa para dizer em vida, deixou impregnado esse sentimento na parte me que nosso infeliz autor nominou de "chata pra caralho" .

Disponibilizo a obra, caro leitor, para que fique a vontade para ler e tirar suas prórpias conclusões. Também te agradeço se voltar aqui e opinar!

Espero que estejam gostando das HQs tanto quanto eu. Tenho relido todas as que posto, realmente tem sido um prazer disponibilizar este material.

Quero agradecer publicamente ao Eudes Honorato, do Rapadura Açucarada, ao pessoal do V de Vertigem... E a todos os loucos que tiveram coragem de destruir um gibi para escanear e nos presentear com essas pérolas de acesso à informação, sem ocupar espaço! :)

É isso!

Abraços,

Ronald

25 de mar. de 2009

HQ - Avenida Dropsie - Will Eisner





Sinopse: Em 1870, surgem as bases daquela que será a Avenida Dropsie. A história acompanha o crescimento, o apogeu, a queda e a ressurreição de uma rua no sul do Bronx, nos subúrbios de Nova York.

(retirado do Universo HQ)

HQ - Um Contrato com Deus - Will Eisner





Sinopse: Nos anos 30, um cortiço no bairro nova-iorquino do Bronx é palco dos dramas de seus moradores. O livro é composto por quatro contos:

Um Contrato com Deus narra a história de um bom homem que se sente traído por Deus ao perder sua filha única. Nos anos que se seguirão, ele tentará um ajuste de contas com o Criador.

O Cantor de Rua mostra as desventuras de um náufrago urbano: um alcoólatra que canta nos becos em troca de esmolas e que, ao se deparar com uma carente ex-cantora lírica, pensa ter tirado a sorte grande.

O Zelador conta como um destes profissionais, aparentemente tão insensíveis como um rochedo, acaba sendo dobrado pelo mais improvável dos seres.

Cookalein é um painel dos encontros e desencontros de várias pessoas que se cruzam nos hotéis baratos onde a classe operária passava suas férias.

(retirado do Universo HQ)

Para quem conhece a obra de Eisner, esta é mais uma jóia.

24 de mar. de 2009

HQ - Narrativas Gráficas - Will Eisner




"Essencialmente, as histórias em quadrinhos são um meio visual composto de imagens. Apesar das palavras serem componentes vitais, a maior dependência para descrição e narração está em imagens entendidas universalmente, moldadas com a intenção de imitar ou exagerar a realidade. Ainda assim, a história continua sendo o componente crítico de uma revista em quadrinhos. Não é somente a estrutura intelectual na qual se baseia toda a arte. Ela é mais do que qualquer outro elemento, é aquilo que faz o trabalho perdurar. Este é um grandioso desafio para um meio que sempre foi considerado coisa de criança. A tarefa é trazer à tona a reação do leitor através das imagens.

Em NARRATIVAS GRÁFICAS a preocupação está na compreensão básica da narração através de desenhos. Este livro irá examinar a narrativa e pesquisar os fundamentos de sua aplicação no meio das histórias em quadrinhos."

Will Eisner

(retirado do site da Devir)

23 de mar. de 2009

HQ - Quadrinhos e Arte Sequencial - Will Eisner




Download do livro completo aqui: Quadrinhos e Arte Sequencial

A obra que deu origem ao Desvendando os Quadrinhos

Leitura obrigatória para quem se supõe quadrinista ou roteirista. Ou queira se supor! :)

Para amantes dos quadrinhos, descubram mais sobre o ser humano.