Sinopse: Quando já se tornara um escritor famoso e reconhecido de Nova York, Truman Capote decidiu mudar a história da literatura e do jornalismo. Um novo conceito transitava em sua cabeça: o do romance de não-ficção.
A decisão de partir para a empreitada foi tomada quando Capote ouviu falar de um crime hediondo realizado em Holcomb, no Kansas: a família Clutter fora chacinada em plena calmaria do campo norte-americano.
O escritor deixou Nova York e entrou em uma jornada que levou seis anos até que seu livro, A Sangue Frio, foi publicado, relacionando-se não só com a comunidade local, mas também com a vida dos mortos e com os dois assassinos.
Tente, mesmo que por instantes, definir o que é a música.
Essa manifestação comunicativa é tão complexa e composta por tantos elementos, que se torna impossível definir o que é a música.
Música é música. Até um tolo entende o que é música, não precisa ser ensinado.
Música, no meu entendimento, é o idioma da alma. Já sabia, quando este artigo passou por minha cabeça, que eu iria me estender. Vou começar explicando os motivos.
Já tive uma coleção de CDs com mais ou menos trezentas peças. Isso na década de 90. Atualmente, depois de guerrear com a vida por um tempo, sobraram só alguns, os muito especiais. Eu os gravei e fiz backup. Irei disponibilizar minha coleção de CD´s (os remanescentes), umas trinta e poucas peças, muito especiais para mim. Espero que gostem. Mas vamos voltar a música.
Desde que me conheço por gente, aprecio música. Acredito que tudo o que é vivo, aprecie música. Já mostraram que vegetais que ouvem música se desenvolvem mais. Quer loucura maior que esta? Prova de que a música está diretamente ligada à centelha divina da criação.
Diz a física moderna que tudo é onda. Som se propaga através de ondas. Ondas. A música nada mais é que uma ordenação arbitrária nas ondas.
Onde há música, há ritmo. O ritmo é a base da música. Sem ritmo, não há harmonia nem melodia. Música não existe sem ritmo.
A vida é ritmo. Ritmo, nada mais é do que movimento cadenciado.
"Ritmo vem do grego Rhytmos e designa aquilo que flui, que se move, movimento regulado." - Wikipédia
Através do ritmo, da cadência, conseguimos construir harmonias e melodias. Quando encontramos estes três elementos, nos deparamos com a Música.
Se você não sabe, eu te conto: John Milton Cage se trancou numa sala livre de ruídos para escutar o silêncio e quão pasmo não deve ter ficado ao constatar que seu sistema nervoso, sua circulação sanguínea e seu coração não permitiram à ele perceber o tal silêncio. Notem: coração, ritmo; circulação, harmonia; sistema nervoso, melodia. Assustador, não? O cara conseguiu ouvir a música da vida, literalmente. No final do post vou por a melhor composição dele, em vídeo.
Claro, existem muitas opiniões sobre o que é música, só quero registrar a minha. Assisti (atônito, confesso) o mundo mudar de analógico para digital. Junto com essa transformação, aparecem diariamente vertentes nunca antes imaginadas no mundo musical. Ou vai me dizer que algum músico da década de 80 sonhou algum dia com o MySpace? Mas vamos voltar à musica.
Para falar de música, (já li uns 30 artigos à respeito, estou ficando com medo do que vai sair aqui), fico obrigado à falar de percepção.
Música é percepção. Acabamos por chamar de música a ordenção de sons ritmados. Nem sempre o que é música para um, é para outros. Cheguei a ler por aí que existe uma predisposição biológica para a música, como se fosse uma ROM devidamente instalada em nosso cérebro. (ROM - Read Only Memory, a bios do computador).
Na natureza, música é sexo. O passarinho canta alto e capricha na melodia para atrair a fêmea. A baleia entoa cânticos de acasalamento. E se gravarmos um casal em coito, a sucessão de ruídos, gemidos e sons, com certeza será música.
Parece que a existência é uma música.
Faz sentido, a existência é uma música. Chega de divagar e vamos aos artigos que considerei interessante:
Pode ser difícil acreditar que uma melodia tenha qualquer utilidade quando você escuta seu vizinho desafinado. Mas acredite: novas teorias afirmam que a música mudou o ritmo da evolução humana
Linton Kwesi Johnson nasceu em 24 de Agosto de 1952 em Chapelton, uma pequena cidade rural na freguesia de Clarendon, na Jamaica. Ele foi para Londres em 1963, estudou na escola secundária Tulse Hill e mais tarde estudou Sociologia no Goldsmiths' College, na Universidade de Londres.
Ainda na escola, participou do movimento Black Panthers, ajudou a organizar um workshop de poesia dentro do Panthers e desenvolveu seu trabalho com o Rasta Love, um grupo de poetas e percussionistas.
Em 1977 foi premiado um C Day Lewis Fellowship, tornou-se o escritor oficial do bairro londrino de Lambeth nesse ano. No Keskidee Center, a primeira casa de arte e teatro negro, Johnson tornou-se o responsável pela Biblioteca de Recursos e Professor.
Os poemas de Linton apareceram pela primeira vez na revista Race Today. Em 1974, a Race Today publicou sua primeira coleção de poemas, Voices of the Living and the Dead.
Dread Beat An ' Blood, sua segunda coleção, foi publicada em 1975 pela Bogle-L'Ouverture e é também o título de seu primeiro disco, lançado pela Virgin em 1978.
Nesse mesmo ano, foi lançado o filme Dread BeatAn ' Blood, um documentário sobre o trabalho de Linton. Em 1980, a Race Today publica seu terceiro livro, Inglan Is A Bitch. Nesta altura, Johnson já conta com quatro álbuns pelo selo Island: Forces of Victory (1979), Bass Culture (1980), LKJ in Dub (1981) e Making History (1983).
Linton Kwesi Johnson foi agraciado com os títulos da Associate Fellow of Warwick University (1985), como Honorary Fellow of Wolverhampton Polytechnic (1987) e recebeu o prêmio XIII Premo Internazionale Ultimo Novecento na cidade italiana de Pisa, pela sua contribuição para com a poesia e a música popular (1990).
LKJ já viajou o mundo, do Japão à nova África do Sul, da Europa ao Brasil e seu trabalho já foi traduzido para o italiano e o alemão. Sem surpresa, é reverenciado como o primeiro poeta dub.
Defendo o princípio de que se não for para fazer bem-feito, não faça.
Tirando o Homem-de-Ferro e as duas últimas adaptações do Batman, apesar da ressalva na última, sobre o título, essas "adaptações" restantes são puro lixo, que não deveriam ter sido produzidas.
"Constantine" é um desses lixos. A começar pela mudança na forma da personagem.
O cinema, apesar de ser visual e auditivo, perde "de longe" para uma HQ.
Por quê?
Simples. O componente que falta ao Cinema se chama imaginação.
Tremendamente estimulada quando se lê, seja HQ ou livro.
Portanto, quem conhece as histórias contadas pelas letras, quando vê as barbaridades que são cometidas na "telona", ao meu ver, não consegue ficar indiferente. Eu fico me perguntando, por quê? Qual a graça em "adaptar" uma obra?
Isso apenas confirma o velho ditado "quem conta um conto aumenta um ponto". Justifica o ditado italiano Traduttore, trattore. (Tradutor, traidor)
Portanto, ler estimula a mente, estimula o "pensar", enquanto "ir ao cinema" ou "assistir TV" estimula apenas a visão e a audição, provocando uma estranha hipnose que eu chamo de "estado babão".
Ao meu ver, o computador tem se tornado um "centro de entretenimento integrado", forçando a convergência de todas as mídias numa só. Porém, diferente de outras mídias analógicas, digamos assim, o computador fornece a capacidade de interagir. Permite que o indivíduo não só leia, como comente e deixe registrada sua opinião naquele momento. Ou assista à um vídeo. Ou ouça uma música. Ou leia um livro ou uma HQ.
A maneira de acessar informações mudou.
Impérios foram construídos a base de "atravessadores", intermediários entre a informação e o usuário. Essa "intermediação" está ameaçada. Existe muita confusão devido ao aumento de acesso à informação. O problema é a confusão entre acesso e posse. Possuir a informação é diferente de possuir o acesso à ela.
Novamente, defendo um princípio. Se existe uma informação, ela existe para ser compartilhada.
Preferencialmente, sem deformações, adaptações ou traduções. Apenas com opiniões.
"A Lenda de Orpheus já foi contada na forma de história, canção e poema através de incontáveis gerações. Foi narrada como um conto de bravura, como uma lição sobre os perigos do orgulho, como uma ode à juventude e aos amores perdidos antes do tempo.
Mas ela jamais foi contada desta maneira.
Aqui está, então, a história do filho único de Sandman: Orpheus, o rebento dos Perpétuos."
Em 1985, a DC Comics, editora de HQs protagonizadas por Superman, Batman e Mulher-Maravilha, entre outros heróis, planejava lançar uma história com os personagens da extinta editora Charlton Comics. Para a missão, chamou o roteirista britânico Alan Moore. Ele já havia conseguido, graças a certa liberdade editorial, transformar o Monstro do Pântano, um personagem de segunda linha, em um grande sucesso e parecia ser a pessoa mais indicada para a missão.
Semanas depois, Moore apresentou sua idéia de roteiro, que explorava o impacto de heróis e super-heróis em um mundo realista, chamando-a de ‘Watchmen’ (vigilantes), inspirado na frase do filósofo romano Juvenal, “ quis custodiet ipsos custodes” (“Quem vigia os vigilantes?”).
O clima dark proposto pelo inglês de visual hippie e olhar amalucado assustou os editores da DC, que tinham outros planos para os personagens recém-adquiridos. Assim Moore alterou seus nomes e criou uma minissérie alternativa de 12 edições entre 1986 e 1987. Nela, os Estados Unidos da década de 40 possuem pessoas que se vestem de heróis - apesar de não possuírem nenhum poder - e saem à caça de bandidos e malfeitores. Somente nos anos 1950 surge o primeiro (e único) super-herói de fato: o Dr. Manhattan. O homem radioativo, que circula nu com seu corpo azulado fosforescente, leva os americanos à vitória no Vietnam e o presidente Richard Nixon a sucessivas reeleições. Em 1985, às vésperas de uma guerra nuclear com a União Soviética, os antigos heróis, obrigados a se aposentar por um decreto de 1977 aprovado pelo Senado, começam a ser mortos e a sofrerem atentados. Um antigo membro do grupo Watchmen (de um total de seis), o proscrito Rorschach, passa a investigar esses eventos, o que o levará a descobrir algo tenebroso por trás de tudo.
‘Watchmen’ ganhou vários prêmios Eisner (o Oscar dos quadrinhos) e foi a primeira HQ a levar um Hugo, a premiação máxima de ficção científica que, até então, era reservada somente à literatura tradicional.
Com essa carreira promissora, a HQ transformou-se em um fenômeno da cultura pop a ponto de a revista ‘Time’ elegê-la um dos 100 romances mais importantes do século 20. Versá-la para a telona era apenas uma questão de tempo. Mas a complexidade de seu roteiro adiou o desejo dos fãs de vê-la em película por mais de duas décadas.
A exemplo de outras obras do roteirista britânico, Watchmen não se restringe à grandiosidade que foi propor uma nova leitura para os heróis. Se a idéia era fazer uma história contemporânea, Moore e Gibbons levaram o plano a complexidades nunca antes vistas.
A história trata de modo sério e crítico alguns problemas político-sociais e assuntos ainda hoje obscuros para grande parte da população mundial (relatividade, sistemas caóticos, teoria de fractais, metafísica, componentes subatômicos etc.). Tudo foi harmonicamente colocado como parte da história, tanto no roteiro, quanto nos desenhos.
Usando temas complexos de física avançada, fica difícil tachar as HQs de "gênero menor de literatura" ou "leitura para crianças"... Não é à toa que esta série ainda hoje é recomendada por fãs a pessoas que têm um contato esporádico com os quadrinhos. E isso é um erro, pois quem não é leitor pode até gostar da série, mas sem o conhecimento prévio do universo dos gibis e, sobretudo dos super-heróis, a obra perde em compreensão.
O próprio Alan Moore criou excelentes histórias de super-heróis baseadas nos velhos moldes, usando o Super-Homem, Supremo e, mais recentemente, Tom Strong.
Com isso, o escritor inglês mostrou que o problema do declínio dos super-heróis não era o estilo dos personagens, mas a qualidade dos escritores. Usando os mais antigos clichês do gênero, Moore, de forma genial, criou algumas das melhores histórias de todos os tempos. Infelizmente, o dano já havia sido feito.
Watchmen pode ser encarada, com um pouco de boa vontade, como uma ficção científica, que tem mais de 15 anos, mas que ainda hoje trata de temas atuais e traz incluída em seu bojo uma tremenda dose de crítica social, encoberta por simbolismos.
Outra coisa interessante na obra é que a mesma ação é contada sob diversos pontos de vista. Um excelente exercício de metalinguagem, pois cada personagem percebe o entorno sócio-ambiental de forma distinta, e Moore mostra essas diferentes percepções. Assim, numa ação com vários super-heróis, cada um recorda a ação com níveis de detalhamento e perspectivas distintas; e a somatória disso tudo, aliado à percepção única do leitor, vai, aos poucos permitindo o entendimento do que realmente se passou.
Watchmen é uma das maiores HQs de todos os tempos. Recomendação máxima. Vale a pena procurá-la nos sebos. A série, entretanto, tem uma peculiaridade: precisa ser lida várias vezes, o que, acredite, é uma atividade extremamente prazerosa.
PS. Ainda não vi o filme. Na verdade, meu interesse é mínimo em assistir. Depois do fiasco que fizeram com o Wolwerine, o cinema caiu muito em meu conceito.