5 de abr. de 2009

O casamento do meu melhor amigo




Conheci o Álvaro nos longinquos 1989. Há 20 anos atrás... Utabetaquiu! Faz tempo!

Ainda consigo me lembrar de tudo... Incrível, parece que aconteceu ontem... Foi o Álvaro que me apresentou o windows. Na época, meu computador ainda era um PC XT. Primórdios da informática. Minha impressora era um trambolhão, uma Prologica P-500, de 80 colunas. Ah, havia resistência da parte dos professores em aceitar trabalhos digitados no computador. Disso também me lembro.



Memórias à parte, ontem ele casou. Que fique registrado meus cumprimentos. Cerimônia impecável, festa impecável, uma comemoração e tanto. Reencontrar velhos amigos foi uma emoção à parte. Agora é esperar seu retorno para retomar as velhas amizades.


Júlio, Anderson, Eu e o Alexandre (faltou o Álvaro para completar a turma, mas ele estava ocupado, era o noivo)

Esta é a turma do bilhar... Toda sexta, lá no Tigrão. Há quantos anos não nos víamos? É, foi um dia especial.

Obrigado Al. Te desejo de coração toda a felicidade do mundo e muita força irmão, você merece. Parabéns!

4 de abr. de 2009

Música - Skank - Ainda Gosto Dela



Parceria perfeita. Tanto a composição de Samuel Rosa com o Nando Reis como a interpretação do Skank e a participação da Negra Li. Fantástico o resultado. Apreciem!

HQ - Um Sinal do Espaço - Will Eisner




Sinopse: Em plena guerra fria, um observatório de radioastronomia estadunidense recebe um sinal de rádio do espaço. Nele, descobre-se uma seqüência de números primos.

A partir de então, têm início várias intrigas políticas, pessoais e morais.

(retirado de Universo HQ em 04/04/2009)

Minha obra preferida Eisner. O enredo mais encantador e denso que encontrei deste autor, sem sombra de dúvida, um mestre, um gênio. Deguste-a!

3 de abr. de 2009

HQ - O Nome do Jogo - Will Eisner



Sinopse: Três famílias de imigrantes judeus, os Arnheim, os Ober e os Kayn, todos descendentes, lutam por status e poder, sempre ancorados em casamentos arranjados.

Enquanto o rico busca assegurar o futuro da família por meio do casamento e de herdeiros; os menos afortunados o utilizam para obter riqueza e posição social.

O personagem central da trama é Conrad Arnheim, o herdeiro rude, mulherengo e egoísta do bem-sucedido negócio de vestuários da sua família.

As mulheres que suportaram estar casadas com ele tiveram entrada garantida no mundo da rica sociedade de Manhattan, mas a que preço?

Review: Criador do Spirit, inventor do termo graphic novel, mestre da arte seqüencial. Estas são apenas algumas formas usadas para definir Will Eisner. Mas nenhuma delas consegue contemplar a dimensão de seu talento.

O Nome do Jogo é prova disso. A história mostra as muitas degenerações do "Sonho Americano" e como o casamento é utilizado, há muito tempo, para obtenção de vantagens sociais.

À primeira vista, você pode pensar que, por tratar-se de um tema "batido", a história seja enfadonha. Errado! E é justamente nesse aspecto que Eisner mostra por que é diferente, genial. Ele consegue manter o leitor preso às páginas, afoito para saber como será o desfecho da trama. E um livro 176 páginas é "devorado" em menos de uma hora!

Qual a receita? Will Eisner sabe como pouquíssimos retratar, nos quadrinhos, a vida comum. É um autor que trabalha bem demais a emoção dos personagens, o que acaba envolvendo o leitor na trama. Parece simples, mas se fosse fácil copiar o que ele faz, já teriam surgido vários na sua trilha.

Aos 86 anos, o "pai" do Spirit continua atualíssimo, produzindo e cada vez mais idolatrado, especialmente pelos grandes nomes dos quadrinhos. Não há prova maior de reverência!

Sua narrativa, a forma como a história flui por seus quadrinhos, é algo ímpar. Há artistas "top" do mercado que nem sequer passam perto da ousadia que Eisner adota na diagramação e nas "tomadas de câmera" de suas cenas.

Assim, o leitor vai sendo conduzido pela trama de O Nome do Jogo. Há momentos, em que se quer esganar Conrad Arnheim, por causa de suas falcatruas. Em outros, no entanto, é inevitável sentir pena do personagem, devido às agruras que a vida lhe impôs.

O álbum é um retrato fiel - e cruel - de como o casamento é utilizado como ferramenta de ascensão social. E, apesar de a história começar em 1900, não é difícil enxergá-la nos dias que correm.

A edição da Devir está caprichadíssima, com destaque para a impressão em sépia (dá um tom clássico à arte) e ao verniz em alguns pontos da capa. Apenas um erro de digitação, na página 87, na frase "... e vou contunuar sendo". Claro, o verbo é continuar.

(retirado de Universo HQ em 03/02/2009)

Os perigos do Google como único filtro da realidade


Silvio Mieli


"No início do terceiro milênio, estamos diante de uma situação única na história, que faz com que uma corporação privada da América determine a maneira pela qual buscamos informações". Assim começa a primeira parte da "Pesquisa sobre os perigos e oportunidades apresentados pelos programas de busca na internet (Google, em particular)", desenvolvida ao longo do ano passado pelo Instituto de Sistemas da Informação e Computação da Universidade de Tecnologia de Graz, na Áustria. O projeto foi coordenado pelo Prof. Hermann Maurer e financiado pelo Ministério austríaco dos Transportes, Inovação e Tecnologia – o estudo completo pode ser baixado aqui:http://www.iicm.tugraz.at/iicm_papers/dangers_google.pdf

 

A pesquisa questiona uma atitude natural dos usuários da internet: procurar qualquer coisa naquele retângulo mágico do buscador Google. Se não aparecer nada talvez "a informação que buscamos efetivamente não exista". Será?

 

O objetivo do trabalho, cujos resultados foram pouco divulgados pela mídia corporativa, é demonstrar o comportamento monopolista da empresa Google, além de denunciar o que os pesquisadores chamaram de "Síndrome Google de Copiar e Colar". Trata-se da emergência de uma geração de "pesquisadores" que limitam-se a fazer uma colcha de retalhos de informações pinçadas no Google, travestidas de trabalhos escolares ou acadêmicos, sem ao menos citar as fontes.

 

A apresentação da pesquisa austríaca vai direto ao ponto: "para qualquer um que encare a questão fica claro que o Google acumulou um poder que acabou se constituindo numa ameaça à sociedade", já que transformou-se na principal interface entre a realidade e o pesquisador na internet. O Google tem o monopólio dos programas de busca e invade massivamente a privacidade das pessoas. Sem enfrentar limitações de qualquer natureza, o Google conhece particularidades dos indivíduos mais do que qualquer outra instituição, "transformando-o na maior agência de detetives do planeta". A influência do Google na economia é direta, principalmente na maneira pela qual os anúncios são exibidos (quanto mais a empresa pagar, maior visibilidade o anúncio terá). Aliás, parte do seu faturamento, superior a 16 bilhões de dólares em 2007, deve-se à sua estratégia de publicidade online através dos links patrocinados.

 

Hierarquia

 

Desde o primeiro programa de buscas na internet, o Altavista, lançado em dezembro de 1995, vive-se a sensação do dado bruto transformar-se em conhecimento, em informação viva. Com o aparecimento do Google, fundado em 1998 pela dupla Larry Page e Sergey Brin, jovens doutorandos da Universidade Stanford, na Califórnia, passou-se para um outro patamar de programas de busca. Brin definiu que as informações na web deveriam ser organizadas numa hierarquia de popularidade. Ou seja, quanto mais um link leva a uma página específica mais a página merece ser ranqueada nos resultados do programa de busca. Outros fatores, como o tamanho da página, número de mudanças, atualizações constantes, títulos e links no texto foram incluídos na programação (algorítmo) do Google. Lentamente o programa implantou um processo de hierarquização das informações que passou a ser aceito sem contestações. Em março de 2007 o Google atingia 53,7% do mercado dos buscadores da rede (segundo dados da Nielsen/ NetRatings).

 

Considerando-se que muitas das informações que circulam na internet partem de indicações do Google ou da Wikipédia (a grande enciclopédia de conteúdo "aberto" da internet), Stephan Weber, co-autor do projeto da Universidade de Tecnologia de Graz, denuncia uma espécie de "Googlarização da realidade", já que existem fortes indícios que o Google e a Wikipédia operam a partir de uma espécie de parceria. Os pesquisadores escolheram ao acaso 100 verbetes em alemão e outros 100 em inglês do índice de A a Z da Wikipédia e colocaram estas palavras-chave em quatro grandes programas de busca (Google, Yahoo, Altavista e Live Search). O Google registrou 91% dos resultados das entradas da Wikipedia (em alemão). Para os sites em inglês os resultados atingiram 76% de registros no Google. "Parece evidente que o Google está privilegiando os sites da Wikipedia em seu ranque", concluiu a pesquisa, seguida pelo Yahoo (56% em alemão e 72% em inglês).

 

Plágio

 

A segunda seção da pesquisa dedica-se à emergência de uma nova técnica cultural e suas implicações sócio-culturais: o plágio (a tal síndrome do "Copiar e Colar") e suas relações com os conceitos contemporâneos de propriedade intelectual. O estudo cita o caso de um ex-aluno de psicologia da Universidade Alpen-Adria de Klagenfurt, na Áustria, que elaborou a sua tese de doutorado com mais de cem fragmentos copiados da internet. As primeiras páginas da tese eram uma colagem de vinte sites, muitos dos quais sem o menor rigor científico. Diante do plágio, a universidade passou a aplicar um software alemão de detecção de cópias chamado Docol©c (http://www.docoloc.de/), cujos resultados ainda estão sendo testados.

 

A proposta prática da pesquisa é a de reduzir a influência do Google a partir do desenvolvimento de outros programas de busca especializados, desvinculando a hierarquia comercial do livre fluxo de dados públicos que circulam pela internet.

 

Assim como o estadunidense Gerg Venter, dono da empresa Celera, pretende mapear o código genético de tudo o que é vivo para patentear e vender, o Google parece querer codificar todas as informações circulantes no planeta, segundo critérios que nem sempre privilegiam o interesse público. Mais do que enfatizar o Google como "a empresa do século 21", a Universidade de Graz presta um grande serviço ao conscientizar os internautas dos limites e perigos dessa estratégia e, ao mesmo tempo, conclama os pesquisadores a uma ação imediata que impeça a "googlalização da realidade".

 

Silvio Mieli é jornalista e professor da faculdade de Comunicação e Filosofia da Pontifícia Universidade Católica (PUC - SP).


(Fonte: Brasil de Fato, v.6, n.274, p.2, 29 de maio a 04 de junho 2008)

Alô... 1, 2, 3, Testando... Bom, vamos lá, minhas considerações acerca desta matéria, garimpada no site do meu amigo Prof. Dr. Oswaldo.

Diz o professor Sílvio:
A pesquisa questiona uma atitude natural dos usuários da internet: procurar qualquer coisa naquele retângulo mágico do buscador Google. Se não aparecer nada talvez "a informação que buscamos efetivamente não exista". Será?

Digo como técnico em informática e usuário de sistemas de informação há mais de 15 anos que quem não acha o que procura é porque não sabe procurar e não porque não existe o que ele procura. Um indivíduo que faz uma pesquisa séria, que é profissional, sabe onde procurar a informação que deseja, geralmente com a ajuda de um bibliotecário, o especialista em informação. Que com certeza, não utiliza o Google como ferramenta de pesquisa. Para isso, existem base de dados específicas, geralmente divididas em áreas do conhecimento humano. Qualquer pessoa que se aventura no meio acadêmico "descobre" isso, sinceramente, se não descobriu, ou estava dormindo na sala ou estava no bar, ocupado demais bebendo.

O objetivo do trabalho, cujos resultados foram pouco divulgados pela mídia corporativa, é demonstrar o comportamento monopolista da empresa Google, além de denunciar o que os pesquisadores chamaram de "Síndrome Google de Copiar e Colar". Trata-se da emergência de uma geração de "pesquisadores" que limitam-se a fazer uma colcha de retalhos de informações pinçadas no Google, travestidas de trabalhos escolares ou acadêmicos, sem ao menos citar as fontes.

O que aconteceu na verdade, foi uma clara visualização das distorções causadas pela educação deficiente nos quatro cantos do mundo, escancarando a ignorância e o atraso em que se encontram os indivíduos. O ser humano é ainda o que sempre foi, um animal. Digo isso baseado no fato da palavra mais buscada na internet ser sexo. Uma clara manifestação de nosso lado animalesco. E somos animais agressivos e hostis. Poucos de nossa espécie aceitam ser corrigidos. Poucos estão dispostos à aprender. A maioria permanece na inércia de estar vivo. Para que pensar, se posso copiar e colar? As bibliotecas escolares em nosso país são uma piada. As bibliotecas em nosso país são uma piada. A profissão é motivo de piada. O povo é ridículo. E a disseminação de computadores pessoais junto com a inclusão social esta escancarando uma realidade trsite: a mentalidade do brasileiro médio se mostra tão ou até pior que a do Homer Simpson.

A apresentação da pesquisa austríaca vai direto ao ponto: "para qualquer um que encare a questão fica claro que o Google acumulou um poder que acabou se constituindo numa ameaça à sociedade", já que transformou-se na principal interface entre a realidade e o pesquisador na internet. O Google tem o monopólio dos programas de busca e invade massivamente a privacidade das pessoas. Sem enfrentar limitações de qualquer natureza, o Google conhece particularidades dos indivíduos mais do que qualquer outra instituição, "transformando-o na maior agência de detetives do planeta". A influência do Google na economia é direta, principalmente na maneira pela qual os anúncios são exibidos (quanto mais a empresa pagar, maior visibilidade o anúncio terá). Aliás, parte do seu faturamento, superior a 16 bilhões de dólares em 2007, deve-se à sua estratégia de publicidade online através dos links patrocinados.

Para quem tem consciência crítica, isso realmente não configura um problema de fato. O que dá para perceber é que a maioria das pessoas que acessam a rede, principalmente depois da popularização do PC (Personal Computer, computador pessoal), é de que falta a base para criar o discernimento de saber o que presta e o que não presta. Quanto à dinheiro e maneiras de se conseguí-lo, sou radicalmente contra o monetarismo em que vivemos. Mas isso é motivo para outro post.

Sobre o restante do artigo, o que tenho a dizer é o seguinte:

O ser humano torna-se dependente dos mecanismos que cria. Exemplo? O Carro. A internet é um grande livro que está testemunhando a epopéia humana de uma maneira nunca sonhada. Ainda não houve o grande boom da internet. Este vai ocorrer quando cada indivíduo neste planeta se situar e descobrir o verdadeiro poder da rede. Não quero defender o Google, a partir do momento em que há dinheiro envolvido, as pessoas fazem coisas anti-éticas, mas parece que o objetivo do google é ser um índice para toda essa informação. Para tudo, existe um primeiro passo e o google está se tornando uma ferramenta que funciona neste sentido. Agora, se o que ele apresenta são resultados errôneos, mal escritos, sem fonte, totalmente sem noção, não acredito que a culpa seja do google, mas sim, da popularização da informática, que está revelando bizarrices monstruosas, vide orkut, msn, entre outros. 

Novamente afirmo que as pessoas ainda não perceberam o poder da rede. Por isso existe essa distorção em torno do google. O que ocorre é que o google sempre se mostrou mais acurado que o restante disponível e conquistou espaço.

As pessoas esquecem duas coisas: que a humanidade está evoluindo numa velocidade surpreendente. O crescimento da taxa de produção de conhecimento é ascendente, acentuada no último século. Basta um matemático ter um insight e criar um novo algoritimo, robo, programa, rotina, que seja o que for, que seja melhor que o google, pronto, acabou a ameaça. Daí em diante as ameaças serão outras. Que na verdade, se resume sempre à mesma: O maior inimigo do homem é ele mesmo. E a perpetuação da ignorância. Ela sim é nosso inimigo. A ignorância e as lendas devem ser combatidas e eliminadas, para que a humanidade se supere e vá para outro nível de evolução.

Se você chegou até aqui, aguardo seu comentário. Precisamos urgentemente descobrir como "acordar" o indivíduo para o "aprender a aprender", isto é, incutir na índole da pessoa a buscar pelo conhecimento, não importando o suporte, desde que se tenha o acesso. Discute-se a forma, quando o objeto da discussão deveria ser o meio. Essa é minha opinião. Aguardo a sua.

É isso.

Para finalizar, Buddhist Monkey:


HQ - A Casa do Fim do Mundo - Corben, Revelstroke





A CASA SOBRE O ABISMO, como a obra é chamada nas raras traduções para o português, foi escrita em 1908 pelo britânico Willian Hope Hodgson. Embora não seja tão conhecida como outras obras, serve de influência para todos os autores do gênero, seja pelo texto intenso e bem escrito, pelo horror realmente perturbador que traz ou pela estética inovadora, que mantém a obra bastante atual ainda nos dias de hoje.

Nos Quadrinhos (brasileiros), a obra foi chamada de A CASA DO FIM DO MUNDO, um título bem apropriado para a abordagem da obra nas graphic novels. Adaptar os escritos de Hodgson ficou a cargo de Simon Revelstroke, e seu roteiro ganhou belos traços em preto & branco do desenhista Richard Corben. O nome de Corben, inclusive, figura na parte superior da capa do encadernado, e com justiça: o traço de Corben, apresentando um hiper-detalhismo impressionante, abusa dos fundos pretos e climatiza a história de maneira angustiante, sufocante e pessimista, mas sem nunca tirar a força do protagonista, Lorde Byron Gault. Impossível imaginar alguém mais apropriado para a empreitada.

Mas que a importância de Revelstroke não seja diminuída! O roteirista dá uma abordagem bastante interessante à história, que começa com dois estudantes viajando por vilarejos da Irlanda, se metendo em confusão e fugindo de uma turba enraivecida, para então se embrenharem na mata e acabarem nas ruínas de uma velha mansão e encontrarem o diário de Lorde Gault. Pela leitura desse diário é que se projeta a história que, embora tenha um final diferente do livro, ainda assim é surpreendente.

Uma (feliz) curiosidade deste marco da Arte Seqüencial é a introdução, que foi escrita pelo renomado quadrinista Alan Moore. Moore, que há anos havia cortado relações com a DC Comics, aceitou escrever um texto de abertura (que por si só vale a compra: leiam antes de ir para os Quadrinhos!) por ser fã tanto do livro (e de Hodgson) quanto de Corben e Revelstroke e dos trabalhos que fizeram juntos. No Brasil, A CASA DO FIM DO MUNDO foi publicada pela Editora Opera Graphica.

(retirado e parcialmente editado de HQ STL em 03/04/2009)